

há 20 horas


Mais da metade (51%) das instituições financeiras que adotaram iniciativas de Open Finance ampliaram a concessão de crédito para pessoas físicas, enquanto 40% registraram crescimento nas operações para pequenas empresas. Os dados são do relatório State of Open Finance 2026, da Mastercard, que ouviu 8 mil consumidores e 300 executivos de instituições financeiras em 11 mercados, incluindo o Brasil. O avanço do modelo muda também a forma como cooperativas de crédito avaliam seus clientes, ao permitir o acesso, mediante consentimento, a informações financeiras mantidas em outras instituições.
O Open Finance amplia a base de dados usada pelas cooperativas para avaliar clientes e conceder crédito. Com autorização do cooperado, soluções de tecnologia reúnem informações financeiras de diferentes instituições, permitindo cruzar dados que antes estavam dispersos. Na prática, a análise passa a considerar não apenas o relacionamento com a própria cooperativa e os registros dos bureaus de crédito, mas também um conjunto mais amplo de informações sobre a vida financeira do cliente.
Dados sobre comprometimento de renda, pagamentos, movimentação financeira, variação da renda e endividamento consolidado ampliam os critérios usados na análise de crédito. Ao reunir essas informações, as cooperativas reduzem processos manuais, aceleram decisões e conseguem avaliar o risco de cada operação com mais precisão.
"O acesso a uma visão consolidada da vida financeira do cliente representa uma mudança importante na forma de conceder crédito”, afirma Murilo Rabusky, diretor de negócios da Lina Open X. “Antes, cada instituição analisava apenas uma parte dessa história. Hoje, com o avanços das tecnologias financeiras, é possível compreender o comportamento de forma muito mais completa, reduzindo incertezas e oferecendo crédito com maior precisão e segurança"
A transformação não se limita à concessão de crédito. O estudo da Mastercard mostra que 75% dos executivos do setor financeiro afirmam que iniciativas de Open Finance já geraram aumento direto de receita em suas organizações.
Para Murilo, esse cenário cria uma oportunidade inédita para o cooperativismo financeiro. "As cooperativas sempre tiveram como diferencial a proximidade com seus cooperados. Agora, elas conseguem combinar esse conhecimento com inteligência de dados, tornando a análise de crédito mais rápida e precisa. O resultado é uma operação mais eficiente e uma experiência melhor para o cliente, sem abrir mão da qualidade das decisões", explica.
O acesso a dados de diferentes instituições também amplia a análise de clientes que podem não ser bem avaliados pelos modelos tradicionais de crédito. Com um histórico financeiro mais completo, as cooperativas conseguem avaliar melhor o risco de cada operação e identificar clientes que antes poderiam ficar fora das decisões de concessão.
A inteligência de dados também fortalece as estratégias comerciais. Com uma visão mais completa da jornada financeira dos cooperados, as instituições conseguem identificar oportunidades para oferecer produtos e serviços mais aderentes ao perfil de cada cliente, aumentando as taxas de conversão e aprofundando o relacionamento.
A mudança também responde às expectativas dos consumidores. De acordo com a pesquisa da Mastercard, 81% afirmam que mudariam de instituição para obter melhores condições de crédito, enquanto 76% buscariam ferramentas digitais que facilitam a gestão financeira e 70% priorizariam experiências mais personalizadas.
"O consumidor não procura apenas crédito mais barato; ele espera que a instituição consiga entender sua realidade financeira. Quanto mais completa for essa visão, maiores são as chances de oferecer condições adequadas ao perfil de cada cliente. É justamente isso que as novas tecnologias baseadas em Open Finance permitem fazer nas cooperativas”, conclui o executivo da Lina Open X.


Comentários