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- Braza Bank e Pix4You unem forças para ampliar ecossistema financeiro internacional
O Braza Bank e o Pix4You, empresa do S. Group Investments, anunciam uma união estratégica que vai além de uma simples colaboração institucional. A iniciativa representa um avanço na construção de um ecossistema financeiro mais conectado, ágil e humano, com foco em soluções que atravessam fronteiras. O movimento acontece em um momento relevante para o Braza que acaba de conquistar espaço entre as mil maiores empresas do Brasil, segundo o Ranking EXAME 2025, consolidando sua trajetória de crescimento e inovação no setor financeiro. Já o Pix4You se posiciona como uma solução de pagamento internacional voltada a simplificar a experiência de brasileiros que realizam compras nos Estados Unidos. Por meio da plataforma, o cliente paga em reais via Pix ou cartão de crédito, enquanto o estabelecimento recebe o valor em dólar diretamente na conta, sem burocracia e com taxas até 85% menores em comparação aos cartões internacionais tradicionais. Para Simone Salgado, CEO do S. Group Investments, a união simboliza um novo momento na integração financeira entre os dois países. “Estamos construindo pontes reais entre o Brasil e os Estados Unidos. Depois de 30 anos atuando no mercado americano e administrando cinco empresas nos Estados Unidos, entendo na prática os desafios enfrentados por brasileiros que consomem ou empreendem fora do país. Nossa missão é simplificar, reduzir custos e oferecer soluções que façam sentido para quem vive uma realidade cada vez mais global”, afirma. Brasileira com três décadas de atuação nos Estados Unidos, Simone lidera cinco empresas americanas e tem direcionado o grupo para iniciativas que ampliam a presença e a competitividade de brasileiros no mercado internacional. A integração entre as empresas fortalece a proposta de oferecer alternativas financeiras mais eficientes, acessíveis e alinhadas às demandas de um público cada vez mais globalizado. A iniciativa também reforça o compromisso do grupo em democratizar o acesso a soluções internacionais, reduzindo custos e simplificando operações para consumidores e comerciantes.
- Estruturar mini bancos próprios vira estratégia de indústrias para reduzir custos e ganhar previsibilidade de caixa
O mercado brasileiro de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) vive um ciclo histórico de expansão. O patrimônio líquido da indústria já se aproxima de R$ 800 bilhões, com mais de R$ 1,4 trilhão em operações registradas ao longo de 2025. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, o número de FIDCs cresceu mais de 20% no último ano, superando a marca de 3.800 estruturas ativas. O avanço reflete um movimento claro de desintermediação financeira: cada vez mais empresas estão buscando no mercado de capitais alternativas ao crédito bancário tradicional. Na indústria, esse movimento faz ainda mais sentido. O verdadeiro desafio do setor não está apenas na produção, na eficiência da planta ou na expansão comercial, está no capital de giro. Em um segmento que opera com prazos longos, ciclos produtivos complexos e alto investimento em estoque e matéria-prima, crescer sem uma estratégia financeira estruturada pode significar comprometer margem, previsibilidade e capacidade de investimento. É nesse cenário que o FIDC para indústrias ganha protagonismo. Regulado pela Comissão de Valores Mobiliários, o FIDC viabiliza a criação do chamado “mini banco”, modelo estruturado e desenvolvido pela fintech Bankme, que organiza o crédito privado dentro da própria indústria para gerir e financiar seus recebíveis com governança, tecnologia e regras internas de risco. Na prática, funciona como um braço financeiro estruturado no próprio grupo econômico, capaz de transformar duplicatas, vendas a prazo e contratos em capital imediato por meio de securitização, permitindo antecipar recebíveis, financiar distribuidores e fornecedores e organizar o fluxo de caixa com maior previsibilidade. Diferentemente do modelo bancário tradicional, em que limites e condições dependem de terceiros, o mini banco internaliza a inteligência de crédito e dá à empresa autonomia para definir políticas próprias, reduzir a dependência do sistema bancário e transformar o financeiro em alavanca estratégica de crescimento. Ao internalizar a estratégia de crédito, a companhia passa a antecipar recebíveis de forma estruturada, pagar fornecedores à vista com maior poder de negociação, financiar novos projetos, ampliar capacidade produtiva e até criar linhas próprias para sua cadeia de distribuidores. Tudo isso com regras e políticas definidas internamente. Segundo Thiago Eik, fundador da Bankme, essa mudança representa uma virada estratégica para o setor industrial. “Eu não tenho dúvida de que, nos próximos anos, cerca de 80% das indústrias e distribuidoras brasileiras terão seus próprios bancos. O Mini Banco é um modelo disruptivo que permite às empresas estruturarem crédito privado com governança, tecnologia e gestão de risco, transformando recebíveis em capital em poucos dias e com uma fração do custo de um FIDC tradicional. Na prática, elas deixam de depender do sistema bancário, passam a financiar sua própria cadeia e ganham margem, previsibilidade e velocidade para crescer”, afirma Thiago Eik, CEO da Bankme.”, afirma. Além do ganho operacional, há um componente relevante de eficiência tributária. Empresas no regime de Lucro Real podem estruturar o FIDC de forma a otimizar a tributação sobre os resultados distribuídos pelo fundo, reduzindo significativamente o impacto em comparação ao modelo tradicional, algo especialmente relevante em setores de margens pressionadas. Outro ponto central é a previsibilidade. Com uma estrutura própria, a indústria reduz a dependência de decisões externas do sistema bancário, estabiliza o fluxo de caixa e ganha capacidade de planejamento de médio e longo prazo, fundamental para investimentos em tecnologia, expansão de planta ou abertura de novos mercados. É nesse contexto que os mini bancos têm ganhado espaço entre indústrias que buscam mais autonomia financeira. A fintech apoia empresas na criação de estruturas próprias, para transformar o crédito em alavanca estratégica de crescimento. “Não se trata apenas de captar mais barato. Trata-se de transformar o financeiro em uma área estratégica do negócio. Quem domina seu próprio crédito cresce com mais segurança e velocidade”, complementa Thiago Eik. Em um ambiente de juros elevados e competição global intensa, o FIDC deixa de ser uma ferramenta restrita a grandes conglomerados e passa a ser alternativa concreta para indústrias que desejam escalar operação com autonomia, eficiência e inteligência financeira. No fim das contas, produzir bem já não é suficiente. A indústria que quer crescer de forma sustentável precisa financiar melhor e estruturar um mini banco próprio pode ser o passo decisivo para sustentar o próximo ciclo de expansão.
- Golpes com criptomoedas unem malvertising e engenharia social e causam perdas milionárias na Ásia
Nos últimos meses, a equipe da Infoblox Threat Intelligence investigou campanhas de golpe envolvendo investimentos em criptomoedas que combinavam dois modelos distintos de fraude: o malvertising , que geralmente direciona as vítimas para plataformas falsas de investimento, e o chamado pig butchering , um esquema fortemente baseado em engenharia social, no qual os golpistas constroem uma relação com a vítima para, aos poucos, extrair quantias cada vez maiores de dinheiro ao longo do tempo. As evidências indicam que as campanhas têm como principal alvo usuários na Ásia, especialmente no Japão . O impacto financeiro pode ser expressivo. Segundo reportagem de dezembro de 2025 da emissora japonesa RCC Chugoku Broadcasting, houve casos relacionados a essa campanha em que as perdas individuais chegaram a ¥10 milhões (cerca de US$ 63 mil) . Nessas campanhas, os anúncios se passam por especialistas financeiros conhecidos ou prometem acesso ao “melhor” algoritmo de IA para investimentos. A partir daí, os usuários são direcionados para sites que, por sua vez, os encaminham para aplicativos de mensagens bastante populares. Depois de clicar em um link legítimo do aplicativo ou escanear um QR Code oficial, a vítima passa a interagir em conversas individuais e em grupo com bots de IA que se fazem passar por esses especialistas ou, muitas vezes, por seus supostos assistentes. Esses perfis mantêm contato constante, compartilham histórias de sucesso fabricadas e oferecem incentivos como brindes ou recompensas. Com o tempo, convencem a vítima a investir valores cada vez maiores, até chegar ao pedido final de uma suposta “taxa de liberação” para desbloquear lucros que, na prática, nunca existiram. “A nossa investigação ‘Banners, Bots and Butchers’ revelou uma operação de golpes em escala industrial, que já utiliza mais de 23 mil domínios, anúncios online e aplicativos de mensagens para direcionar pessoas a falsas ‘aulas de investimento ’. Em alguns casos no Japão, vítimas chegaram a perder ¥10 milhões, ou aproximadamente US$63 mil, em um único golpe elaborado. Ao automatizar o que antes era lento e exigia muitos recursos, esses criminosos agora podem atingir milhares de pessoas simultaneamente e rapidamente adaptar o mesmo esquema para qualquer idioma ou região. É por isso que se trata de um abuso em nível de infraestrutura, e não apenas de ‘anúncios ruins’, e poderia ser interrompido precocemente, nas camadas de DNS e publicidade, antes que mais pessoas sejam enganadas”, afirmou a Dra. Renée Burton, vice-presidente da Infoblox Threat Intelligence. Para mais detalhes, acesse a pesquisa completa: aqui
- Apex Group firma parceria com plataforma pioneira de DeFi para testar uso de stablecoin em infraestrutura de fundos
A Apex Group, provedora global de serviços financeiros, e a World Liberty Financial (WLFI), plataforma voltada às finanças descentralizadas (DeFi) e governança digital, anunciaram uma colaboração estratégica para aproximar o universo cripto do sistema financeiro tradicional. A iniciativa prevê a integração da stablecoin USD1, da WLFI, ao ecossistema da Apex Group, com foco em subscrições, distribuições e resgates de ativos tokenizados. A proposta é incorporar a infraestrutura regulada de stablecoin aos serviços tradicionais de administração de fundos, a fim de simplificar processos de liquidação e ampliar a eficiência operacional para clientes institucionais. Como parte do acordo, a Apex Group vai avaliar a possibilidade de listar ativos da WLFI — incluindo participações em imóveis e projetos de infraestrutura — na plataforma Digital Market Infrastructure (DMI), da London Stock Exchange Group, sujeita às regulamentações e exigências aplicáveis. A colaboração prevê também disponibilizar ativos tokenizados no aplicativo móvel da WLFI com apoio da infraestrutura Apex Digital 3.0. Nesse espaço, os usuários poderão administrar seus ativos digitais, integrar contas bancárias e carteiras digitais, além de acessar serviços on-chain. De acordo com Peter Hughes, fundador e CEO da Apex Group, os clientes estão cada vez mais interessados em soluções baseadas em blockchain que entreguem benefícios tangíveis e redução de custos. “Essa colaboração com a World Liberty Financial nos permite avaliar como o USD1 e a infraestrutura de stablecoins podem modernizar nossa plataforma e serviços, ao mesmo tempo em que nos posicionam para apoiar nossos clientes à medida que a integração de ativos digitais se torna prática padrão”, explica. Quem compartilha da mesma opinião é Zach Witkoff, CEO e cofundador da World Liberty Financial. “Trabalhar com a Apex Group nos permite demonstrar a enorme utilidade do USD1 dentro da infraestrutura dos mercados de capitais. Essa colaboração acelera nossa missão de tornar os ativos da WLFI acessíveis nas plataformas de serviços financeiros mais consolidadas do mundo”, finaliza o executivo.
- Tecnologia para todos: Como a tecnologia que era exclusividade dos bancos passou a estar ao alcance de todos
Durante décadas, a capacidade de analisar risco de crédito em larga escala foi um dos principais diferenciais competitivos das instituições financeiras tradicionais. Não se tratava apenas de capital disponível para emprestar, mas da combinação entre acesso privilegiado a dados, modelos estatísticos proprietários e infraestrutura tecnológica capaz de processar milhões de informações com velocidade e precisão. Esse cenário, no entanto, mudou de forma estrutural ao longo da última década. Hoje, a tecnologia utilizada pelos bancos para aprovações de crédito deixou de ser uma exclusividade do sistema financeiro e passou a estar disponível, por exemplo, pela plataforma Toolbox da GYRA+ , para empresas de todos os setores e portes. Historicamente, os bancos detinham o monopólio dos insumos que alimentavam os modelos de crédito. O acesso ao Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central, às extensas bases internas de dados comportamentais de seus correntistas e aos bureaus de crédito com condições comerciais altamente competitivas criava uma barreira praticamente intransponível para novos entrantes. Esse conjunto de informações permitia o desenvolvimento de modelos estatísticos sofisticados, com alto poder preditivo e baixa taxa de inadimplência, além de processos de decisão automatizados que operavam em escala industrial. Esse cenário começou a se transformar a partir de meados da década de 2010, impulsionado por três movimentos estruturais: a digitalização da economia, a evolução da infraestrutura de dados e o surgimento das primeiras fintechs de crédito orientadas por tecnologia. Entre 2015 e 2020, fintechs de crédito passaram a demonstrar que era possível construir modelos robustos de concessão de crédito sem a necessidade de décadas de histórico bancário. Essas fintechs combinaram dados tradicionais como informações de bureaus com uma nova camada de dados alternativos. Entraram nesse universo variáveis relacionadas a comportamento digital, dados transacionais de meios de pagamento, informações fiscais, dados de faturamento de empresas extraídos de ERPs e até padrões de navegação e interação online. Estudos da International Finance Corporation (IFC) indicam que o uso de dados alternativos pode aumentar em até 20% a aprovação de crédito para empresas e consumidores com pouco histórico financeiro, sem aumento proporcional do risco. No Brasil, esse movimento foi potencializado por iniciativas regulatórias e estruturais relevantes. A implementação do Cadastro Positivo, que em 2023 já contava com mais de 150 milhões de CPFs e CNPJs incluídos automaticamente, ampliou significativamente a disponibilidade de informações sobre o comportamento de pagamento dos tomadores de crédito. Já o Open Finance, que superou a marca de 60 milhões de consentimentos ativos segundo o Banco Central em 2024, criou uma nova lógica de portabilidade e compartilhamento de dados financeiros, reduzindo a assimetria de informação que historicamente favorecia os grandes bancos. Paralelamente, houve uma queda expressiva no custo de processamento e armazenamento de dados. Segundo a IDC, o custo de armazenar um terabyte de dados caiu mais de 90% na última década. Ao mesmo tempo, a popularização de serviços em nuvem eliminou a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura própria. Hoje, empresas podem acessar poder computacional praticamente ilimitado sob demanda, pagando apenas pelo uso. A evolução da inteligência artificial e das técnicas de machine learning foi outro fator decisivo. Modelos que antes exigiam equipes altamente especializadas e anos de desenvolvimento passaram a ser construídos com o apoio de plataformas especializadas e bibliotecas open source. Ferramentas de AutoML e motores de decisão prontos reduziram drasticamente o tempo de implementação de projetos de crédito. O que antes levava anos para ser colocado em produção, hoje pode ser estruturado em poucos meses. O resultado é uma mudança profunda no perfil dos agentes capazes de operar com crédito. Varejistas, indústrias, marketplaces, fintechs, cooperativas, empresas de tecnologia e até companhias não financeiras passaram a incorporar motores de decisão em seus processos. Essas organizações conseguem realizar análises cadastrais e de risco com a mesma velocidade e qualidade dos bancos, utilizando dados próprios combinados com fontes externas, e com custos significativamente mais acessíveis. Esse movimento está diretamente conectado à expansão do conceito de embedded finance. De acordo com a consultoria Bain & Company, o mercado global de finanças embutidas pode ultrapassar US$ 7 trilhões em volume de transações até 2030. No Brasil, varejistas e plataformas digitais já utilizam crédito como ferramenta de alavancagem de vendas, aumento de ticket médio e fidelização de clientes. Para isso, dependem de motores de decisão capazes de aprovar operações em tempo real, com controle de risco adequado. Outro indicador relevante dessa transformação é o crescimento do número de empresas utilizando plataformas de Credit as a Service (CaaS). Esse modelo permite que companhias terceirizem toda a infraestrutura de decisão de crédito, desde a coleta de dados até a aplicação de políticas e monitoramento de performance. Na prática, isso significa que a capacidade analítica que antes era restrita aos grandes bancos pode ser consumida como um serviço. Do ponto de vista competitivo, essa democratização altera a dinâmica do mercado. O crédito deixa de ser um produto exclusivo das instituições financeiras e passa a ser um componente estratégico em diferentes cadeias de valor. Empresas que conhecem profundamente seus clientes conseguem oferecer financiamento no momento exato da jornada de compra, com maior taxa de conversão e melhor experiência. Ao mesmo tempo, a ampliação do acesso à tecnologia de análise de risco tende a reduzir a concentração do mercado de crédito. Segundo dados do Banco Central, a participação dos cinco maiores bancos no estoque total de crédito no Brasil vem caindo gradualmente nos últimos anos, abrindo espaço para novos players, incluindo fintechs e instituições de pagamento. Isso não significa que os bancos perderam relevância. Pelo contrário: continuam sendo os principais detentores de capital, funding e escala. No entanto, a vantagem informacional e tecnológica deixou de ser intransponível. O diferencial competitivo passa a estar na capacidade de orquestrar dados, integrar jornadas digitais e desenvolver modelos de negócio centrados no cliente. Outro efeito importante é a inclusão financeira. Com modelos mais sofisticados e baseados em múltiplas fontes de dados, torna-se possível avaliar perfis que antes eram considerados “invisíveis” pelo sistema tradicional. Pequenas e médias empresas, que historicamente enfrentavam dificuldades de acesso ao crédito, passam a ser analisadas com base em seu fluxo real de vendas, comportamento de pagamento com fornecedores e movimentação financeira. O crédito, portanto, entra em uma nova fase: deixa de ser um produto restrito a instituições financeiras e passa a ser uma capacidade distribuída pela economia. A tecnologia que antes era uma fortaleza dos bancos tornou-se uma plataforma acessível, configurável e escalável. Para empresas de qualquer setor, a pergunta deixou de ser se é possível operar com crédito e passou a ser como fazer isso de forma eficiente, responsável e integrada à estratégia do negócio. Em um ambiente em que dados, inteligência artificial e infraestrutura estão disponíveis como serviço, a vantagem competitiva estará na capacidade de usar essa tecnologia para tomar melhores decisões mais rápidas, mais inclusivas e mais alinhadas à dinâmica da economia digital.
- Produtores investem em experiências únicas para justificar preços e atrair público
Nos últimos anos, o público mudou. Ele continua disposto a pagar por entretenimento, cultura e lazer, mas está mais seletivo. Com a inflação pressionando o bolso e a oferta de opções quase infinita, sair de casa precisa valer a pena. É nesse cenário que produtores de eventos, festivais, espetáculos e experiências imersivas passaram a investir cada vez mais em algo que vai além do básico: experiências únicas. O ingresso já não compra apenas acesso. Compra sensação, memória, status, pertencimento. E isso tem impacto direto na forma como os eventos são planejados e vendidos. O público quer mais do que um evento Antes, bastava anunciar um grande nome ou um espaço conhecido. Hoje, isso ainda importa, mas não resolve sozinho. As pessoas querem algo que não possa ser reproduzido facilmente em casa, no streaming ou nas redes sociais. O consumo deixou de ser apenas funcional. Tornou-se emocional e social. Ao pagar por um ingresso mais caro, o consumidor espera viver algo diferente, contar aquela história depois, postar uma foto que gere conversa e, principalmente, sentir que o investimento fez sentido. Essa mudança força produtores a repensar cada detalhe: ambientação, interação, tecnologia, atendimento, conforto e até o pós-evento. Experiência como justificativa de preço Os preços de ingressos subiram. Custos de produção, cachês, estrutura e segurança também aumentaram. Mas simplesmente repassar esse valor ao público não funciona se a entrega continuar a mesma. A saída tem sido agregar valor perceptível. Um festival de música, por exemplo, não oferece apenas shows. Ele cria áreas temáticas, ativações de marca interativas, espaços instagramáveis, lounges exclusivos e experiências gastronômicas diferenciadas. O público sente que está participando de algo maior do que uma sequência de apresentações. O mesmo vale para eventos corporativos, feiras e espetáculos teatrais. A lógica é simples: quanto mais memorável for a experiência, mais fácil justificar um preço premium. A força da imersão Um dos caminhos mais usados para gerar valor é a imersão. Experiências que transportam o público para outro universo têm ganhado espaço em diferentes segmentos. Veja o caso da Secret Cinema, que transforma a exibição de filmes em experiências completas. O público não apenas assiste. Ele entra em cenários detalhados, interage com personagens e participa da narrativa. O ingresso é mais caro do que o de um cinema tradicional, mas a proposta é outra. No Brasil, eventos imersivos inspirados em séries e filmes também têm atraído filas e grande repercussão nas redes sociais. O sucesso está em criar uma vivência que não pode ser replicada em casa. A imersão faz com que o consumidor sinta que está vivendo algo exclusivo. E exclusividade tem valor. Personalização e segmentação Outra estratégia importante é a personalização. Em vez de tentar agradar todo mundo, produtores têm investido em nichos bem definidos. Eventos voltados para públicos específicos — como fãs de cultura pop, gastronomia artesanal, música independente ou bem-estar — conseguem criar conexões mais profundas. Quando a experiência conversa diretamente com o estilo de vida do participante, o preço passa a ser percebido como coerente. Além disso, tecnologias de dados ajudam a entender melhor o comportamento do público. Isso permite ajustar programação, comunicação e até o layout do evento para atender expectativas reais, não suposições. Gastronomia como diferencial A comida deixou de ser um detalhe operacional. Tornou-se parte central da experiência. Festivais que antes ofereciam opções básicas agora convidam chefs renomados, criam menus exclusivos e exploram conceitos gastronômicos alinhados ao tema do evento. Um show pode ter harmonização de bebidas. Uma feira pode oferecer degustações guiadas. Esse cuidado muda a percepção do público. Ele não está apenas consumindo entretenimento, mas vivendo um conjunto de estímulos sensoriais. Tecnologia a favor da experiência Tecnologia também desempenha papel fundamental. Telões de alta definição, projeções mapeadas, realidade aumentada, pulseiras inteligentes e aplicativos próprios ampliam a interação. Um bom exemplo é o Super Bowl. Além do jogo em si, o evento é um espetáculo visual e tecnológico. O show do intervalo, as ativações e a produção de altíssimo nível transformam a partida em uma experiência multimídia. Isso ajuda a sustentar valores elevados de ingressos e patrocínios. Mesmo em escala menor, produtores podem usar tecnologia para melhorar fluxo, reduzir filas, oferecer conteúdo exclusivo ou criar momentos surpreendentes. O papel das redes sociais As redes sociais mudaram a lógica do consumo de eventos. Hoje, uma parte da experiência é pensada para ser compartilhada. Cenários fotogênicos, ativações interativas e experiências visuais impactantes aumentam o alcance orgânico. O próprio público se torna divulgador. Isso cria um ciclo interessante: quanto mais “postável” é o evento, maior sua visibilidade. E maior a percepção de valor. A experiência precisa funcionar ao vivo, mas também na tela do celular. Exclusividade e escassez Limitar ingressos, criar edições especiais ou oferecer áreas VIP são estratégias comuns. A escassez gera senso de urgência e reforça a ideia de privilégio. Eventos como o Tomorrowland trabalham fortemente essa percepção. A produção grandiosa, a cenografia elaborada e o acesso disputado ajudam a posicionar o festival como experiência única. Conseguir um ingresso já é parte da narrativa. Quando o público sente que está participando de algo raro, a disposição para pagar mais aumenta. Desafios e riscos Investir em experiência não é simples nem barato. Exige planejamento, criatividade e coerência. Se a promessa for maior do que a entrega, o efeito pode ser o oposto. Hoje, avaliações online e comentários nas redes têm impacto imediato. Uma falha estrutural, filas excessivas ou organização confusa podem comprometer toda a percepção de valor. Por isso, experiência não é apenas cenografia bonita. Inclui logística eficiente, comunicação clara, segurança, conforto e atendimento de qualidade. O equilíbrio entre preço e valor No fim das contas, o que justifica o preço não é apenas o custo, mas o valor percebido. Se o público sente que viveu algo diferente, que foi bem atendido e que aquela memória valeu o investimento, a chance de retorno aumenta. Além disso, ele tende a recomendar para amigos. Produtores que entendem isso deixam de pensar apenas em vender ingressos. Passam a pensar em construir jornadas completas. Do primeiro contato com a marca até o pós-evento. Uma nova lógica de mercado O mercado de eventos está mais competitivo. Mas também está mais criativo. A experiência virou diferencial estratégico. Não se trata apenas de encantar, mas de sustentar um modelo de negócio em que o preço precisa fazer sentido para um público exigente. Quem conseguir entregar algo realmente memorável tende a se destacar. Porque, no fim, as pessoas esquecem detalhes técnicos. Mas não esquecem como se sentiram. E é exatamente nesse sentimento que os produtores estão apostando para justificar preços mais altos e continuar atraindo público em um cenário cada vez mais desafiador.
- Turbi lança produto de financiamento veicular e usa tecnologia proprietária para destravar crédito onde os grandes bancos não chegam
A Turbi , empresa de tecnologia especializada em soluções de mobilidade urbana, está lançando oficialmente a Trato , produto de financiamento veicular. A novidade chega para disputar um mercado avaliado em R$45 bilhões apenas no estado de São Paulo, com foco inicial nas classes C e D. A solução traz como principal diferencial a modalidade de contrato e as tecnologias embarcadas de IoT e gestão do veículo, já utilizadas pela Turbi em sua operação de aluguel e assinatura. “O financiamento de veículos no Brasil evoluiu pouco nas últimas décadas. É um modelo centrado no crédito tradicional, com pouca inovação, alto custo e baixa personalização. A Trato nasce para mudar esse cenário, usando dados e tecnologia desenvolvidos ao longo de quase 10 anos de operação real”, afirma Daniel Prado, CEO e cofundador da Turbi. A proposta da Trato é oferecer uma alternativa ao financiamento convencional. O produto foi desenhado especialmente para clientes pessoas físicas com menor score de crédito e também para motoristas de aplicativos, que hoje dependem de locadoras tradicionais e pagam aluguel de forma recorrente e, muitas vezes, sem condições de adquirir o veículo. “Com a Trato, esse público passa a ter um caminho nítido e previsível para se tornar dono do próprio carro, sem formação de patrimônio. A proposta da Trato busca resolver as ineficiências históricas de um um mercado ainda marcado por burocracia, baixa flexibilidade e soluções pouco aderentes à realidade do consumidor brasileiro” , destaca Eduardo Portelada, diretor de Relações com Investidores da Turbi. O lançamento da Trato é resultado da forma como a Turbi estruturou sua operação ao longo dos últimos anos. Com frota própria, desenvolvendo tecnologia embarcada e acumulando dados reais sobre uso, manutenção, localização e ciclo de vida dos veículos, a estrutura desenvolvida pela Turbi oferece condições favoráveis para disruptar o mercado e oferecer um novo modelo na originação e recuperação de crédito, com previsibilidade de um balanço entre risco e retorno mais vantajoso do que o praticado no mercado. Do ponto de vista regulatório, o momento é ideal para a entrada do Trato no mercado: De um lado, a nova Lei 14.711/23 (Marco das Garantias) permite a retomada extrajudicial de veículos via cartório em até 60 dias, reduzindo os custos do processo em mais de 50%. De outro, os bancos tradicionais ainda operam majoritariamente sob o regime anterior. Nesse sentido, tanto pelo momento regulatório, do mercado e pelo estágio atual da companhia, a Turbi está muito bem posicionada para inovar em mais um segmento da economia ligado à mobilidade, agora com viés financeiro. “Estamos dobrando de tamanho a cada ano. Em 2025, nos tornamos a quarta maior locadora de veículos do país superando a marca dos 7 mil carros em operação e também 3 lojas de seminovos, comercializando mais de 2,5 mil veículos. Queremos seguir multiplicando nossa frota e, com a Trato, oferecer melhores condições para que os clientes B2C possam acessar o crédito para comprar um automóvel” , projeta o CEO e cofundador da Turbi. A expectativa da companhia é que, até 2027, pelo menos 40% dos veículos vendidos pela Turbi sejam financiados diretamente via Trato. Para isso, a empresa já trabalha com estruturação de um novo veículo financeiro dedicado à operação, com a previsão de ultrapassar R$100 milhões em volume, impulsionado pelo tamanho do mercado endereçável, pelo bom fit do produto com a sua base de clientes e pelos diferenciais tecnológicos inéditos no mercado de financiamento veicular.
- Open Finance e a necessária delimitação da responsabilidade civil: Entre o risco da atividade e a culpa exclusiva do consumidor
Este artigo analisa o sistema Open Finance sob a ótica das instituições financeiras, destacando-o como um vetor de inovação e competitividade. O foco da análise reside na necessidade de uma delimitação criteriosa da responsabilidade civil por fraudes, argumentando que a aplicação irrestrita da teoria do risco da atividade é incompatível com a dinâmica do novo ecossistema. Defende-se a importância da análise do nexo de causalidade e da aplicação das excludentes de responsabilidade, como o fortuito externo e a culpa exclusiva do consumidor, para uma distribuição justa e equilibrada dos ônus decorrentes de incidentes de segurança. A implementação do Open Finance, por meio da Resolução Conjunta nº 1/2020 do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional, inaugura um novo paradigma para o Sistema Financeiro Nacional. A iniciativa, que promove o compartilhamento padronizado de dados e serviços mediante autorização do cliente, transcende a mera obrigação regulatória, configurando-se como uma oportunidade estratégica para a modernização e a criação de novos modelos de negócio. Contudo, a interconectividade inerente a este ecossistema suscita debates acerca da alocação de responsabilidades em casos de fraudes. Se, por um lado, a jurisprudência consolidada na Súmula 479 do STJ imputa às instituições financeiras a responsabilidade objetiva por danos oriundos de fortuito interno, por outro, a dinâmica das fraudes digitais modernas, muitas vezes perpetradas por meio de engenharia social, exige uma releitura dessa tese, sob pena de se impor um ônus desproporcional aos prestadores de serviço. Para as instituições financeiras, o Open Finance representa uma plataforma para a inovação. O acesso a um espectro mais amplo de informações, sempre com o consentimento expresso do cliente, permite uma análise de crédito mais precisa, a estruturação de produtos de investimento personalizados e a otimização da experiência do usuário. A capacidade de atuar tanto como provedora de dados quanto como consumidora de informações de outras instituições abre caminho para parcerias estratégicas com fintechs , gerando ecossistemas de valor que fortalecem a competitividade e a fidelização de clientes. Nesse contexto, as instituições têm realizado investimentos vultosos em tecnologia e segurança cibernética para adequar suas plataformas APIs (Application Programming Interfaces) aos rigorosos padrões exigidos pelo Banco Central e pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), demonstrando um compromisso inequívoco com a proteção do ecossistema. O ponto nevrálgico do debate jurídico reside na aplicação do regime de responsabilidade civil. A teoria do risco da atividade, que fundamenta a Súmula 479 do STJ, foi concebida em um contexto de operações predominantemente centralizadas. No ambiente distribuído do Open Finance, e diante de fraudes que exploram o comportamento do usuário, sua aplicação automática deve ser questionada. É imperativo diferenciar o fortuito interno, relativo a falhas nos sistemas de segurança da instituição, do fortuito externo, caracterizado por eventos que não guardam conexão com os riscos da atividade. Golpes de engenharia social, nos quais o próprio consumidor, ludibriado por um fraudador, fornece senhas, códigos de validação ou autoriza transações, configuram uma quebra do nexo de causalidade por fato de terceiro ou, mais precisamente, por culpa exclusiva da vítima. O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 14, § 3º, inciso II, prevê expressamente a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro como excludente da responsabilidade do fornecedor. A jurisprudência pátria tem, de forma crescente, reconhecido a aplicabilidade dessa excludente em casos de fraudes digitais. Portanto, a análise da responsabilidade deve ser casuística, investigando-se a efetiva origem da falha que permitiu a fraude. Imputar à instituição o dever de indenizar quando o dano decorre de ato voluntário do consumidor, ainda que viciado por engano, equivale a transferir o ônus por um descuido que foge à sua esfera de controle e prevenção. O Open Finance é um marco de modernização que beneficia todo o mercado. Para sua sustentabilidade, é crucial que o Poder Judiciário promova uma interpretação equilibrada do regime de responsabilidade civil. A proteção ao consumidor não pode significar a imposição de uma responsabilidade absoluta e irrestrita às instituições financeiras, ignorando o dever de cautela que também recai sobre o usuário de serviços digitais. A segurança no ambiente digital é uma responsabilidade compartilhada. A correta aplicação das excludentes de responsabilidade, notadamente a culpa exclusiva do consumidor, não apenas faz justiça ao caso concreto, mas também incentiva um comportamento mais diligente por parte de todos os participantes do ecossistema, fortalecendo a segurança como um todo.
- Brasil já tem a infraestrutura pronta para liderar o futuro do dinheiro digital
A discussão sobre o futuro do dinheiro costuma se concentrar nos grandes centros financeiros globais. No entanto, poucos países estão, na prática, tão preparados para essa transição quanto o Brasil. A avaliação é de Rocelo Lopes, Chief of Digital Currency Initiative da Rezolve AI. Segundo ele, a combinação entre pagamentos instantâneos, alta digitalização bancária e um ambiente regulatório sofisticado colocou o país em posição privilegiada na corrida pela nova infraestrutura financeira global. “O Brasil construiu, com o Pix, uma das infraestruturas de pagamento mais eficientes do mundo. Isso não é apenas inovação tecnológica, é capacidade institucional e operacional para liderar transformações estruturais no sistema financeiro”, afirma Rocelo. O sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central consolidou o país como referência internacional em liquidação em tempo real. Ao mesmo tempo, o ambiente regulatório brasileiro — considerado um dos mais complexos do mundo — acabou se tornando um diferencial estratégico. “Se uma solução financeira consegue operar dentro do ambiente regulatório brasileiro, ela tende a estar preparada para funcionar em praticamente qualquer outro mercado”, destaca. Foi nesse contexto que nasceu a Truther, carteira digital que integrou, de forma prática, blockchain, stablecoins e o sistema financeiro tradicional via Pix. O Brasil funcionou como laboratório de inovação para testar a integração entre autocustódia, tokenização e pagamentos instantâneos em escala real. A experiência acumulada levou à decisão estratégica de reorganizar a operação cripto, mantendo o Brasil como base operacional e levando a estrutura internacional para El Salvador — país que se consolidou como um dos ambientes mais favoráveis à expansão global de ativos digitais. “O Brasil foi nosso laboratório. El Salvador é a plataforma de escala global”, resume Rocelo. O modelo defendido pela Rezolve AI e implementado na Truther parte de um conceito central: tokenização do depósito fiduciário. Quando um valor em moeda local entra em conta, ele é instantaneamente convertido em token com as informações regulatórias associadas. Quando sai, o token é queimado. Esse mecanismo cria um sistema de emissão e circulação controladas, com auditoria simplificada e maior transparência. Basta comparar o saldo em conta com a quantidade de tokens emitidos para verificar a integridade do sistema. “O que estamos construindo não é apenas uma solução de pagamento, mas uma nova infraestrutura do dinheiro”, afirma Rocelo. A proposta evolui para um modelo de banco global baseado em stablecoins, com poucas moedas estratégicas — dólar, ouro, libra, real e, em breve, euro — capazes de cobrir grande parte da economia mundial. Na prática, isso permite que estrangeiros paguem diretamente em moeda local no Brasil, sem depender do circuito tradicional de cartões internacionais e suas taxas elevadas. O impacto potencial envolve turismo, comércio, remessas e investimentos, com menos fricção e maior eficiência. Segundo Rocelo, essa transformação tende a reduzir a relevância dos modelos tradicionais baseados exclusivamente em cartões de crédito, substituídos gradualmente por pagamentos instantâneos integrados à blockchain. Apesar da expansão internacional, a visão estratégica mantém o Brasil no centro da transformação. “O Brasil não é apenas um mercado relevante. É um dos poucos países do mundo onde a infraestrutura para o futuro financeiro já está pronta na prática. Isso coloca o país em posição privilegiada para liderar a próxima fase da transformação global do dinheiro”, conclui. A Truther segue operando como prova de conceito dessa integração entre Pix e blockchain, enquanto a expansão internacional avança a partir de uma estrutura regulatória mais favorável para ativos digitais. Para a Rezolve AI, o movimento não representa uma migração, mas uma reorganização estratégica: Brasil como base de inovação e El Salvador como centro de escala global.
- XP conquista o iF Design Award com o case "Meus Objetivos"
A XP, uma das maiores instituições financeiras do Brasil, acaba de conquistar o iF Design Award, com o case “Meus Objetivos”. A funcionalidade, disponível no app da XP e vencedora nas categorias User Experience (UX) e Retail/Banking (UX), foi lançada em 2025 para transformar a experiência dos investidores de varejo sem assessoria dedicada, oferecendo uma jornada simples e acessível para definir metas financeiras e realizar investimentos com clareza e assertividade. O reconhecimento internacional é um marco histórico para a XP, que passa a integrar o seleto grupo de empresas premiadas pelo iF Design Award, criado na Alemanha, em 1954. Esse é um dos prêmios de design de maior prestígio global, uma vez que avalia projetos de mais de cem países com base em inovação, estética, funcionalidade e impacto social. “Receber o iF Design Award pela primeira vez é a validação de que estamos no caminho certo, unindo foco no cliente, tecnologia e design. O ‘Meus Objetivos’ nasceu para garantir uma experiência conectada às necessidades reais do usuário, ampliar o acesso ao planejamento financeiro e auxiliar os investidores a tomar decisões com mais clareza”, afirma Virgínia Bonfante, Head de Design e Produtos da XP Inc. A solução sugere aportes mensais personalizados e recomenda ativos adequados ao perfil de cada investidor. O projeto foi concebido com olhar atento às necessidades dos investidores, transformando conceitos de design em uma solução prática e inspiradora, capaz de redefinir a forma como milhões de brasileiros se relacionam com seus objetivos financeiros. Ao conquistar prêmio, a XP não apenas celebra um reconhecimento internacional, mas também reafirma sua posição como referência em inovação e design dentro do setor financeiro. Esse marco consolida a missão da companhia de democratizar o acesso a investimentos e transformar o mercado financeiro por meio de soluções acessíveis e inspiradoras.
- Instituições financeiras entram na reta final para cumprir novas exigências de segurança cibernética do Banco Central
As instituições financeiras brasileiras estão na reta final para se adequar às novas exigências de segurança cibernética estabelecidas pelas Resoluções BCB nº 538/2025 e CMN nº 5.274/2025. O prazo determinado pelo Banco Central se encerra em 1º de março de 2026 e eleva o nível mínimo de proteção exigido no Sistema Financeiro Nacional e no Sistema de Pagamentos Brasileiro. As normas ampliam requisitos técnicos e de governança, com foco especial em infraestruturas consideradas críticas, como Pix, STR e RSFN. Entre as exigências estão autenticação multifator para acessos privilegiados, gestão reforçada de credenciais e certificados, criptografia, monitoramento contínuo de ameaças, retenção estruturada de logs e testes anuais de intrusão realizados por empresas independentes. As instituições também precisam manter documentação e evidências organizadas para eventual fiscalização. Para especialistas, o momento é decisivo, especialmente para organizações que ainda não concluíram a implementação integral dos controles estruturais exigidos pelo regulador. Segundo Rodrigo Gava, CTO da VULTUS , consultoria brasileira de cibersegurança, a nova regulação consolida uma mudança estrutural na forma como o Banco Central enxerga a resiliência tecnológica do sistema financeiro. “A segurança cibernética deixa de ser tratada apenas como diretriz e passa a ser um requisito técnico auditável. Não basta ter políticas formais; é necessário comprovar execução, testes independentes e governança efetiva dos controles implementados”, afirma. De acordo com o executivo, um dos principais desafios nesta fase final é garantir que os controles já implementados estejam devidamente integrados, testados e documentados. “O prazo está próximo e a adequação envolve arquitetura, processos e evidências. Instituições que não estruturaram essa agenda com antecedência podem enfrentar pressão operacional e regulatória relevante”, acrescenta. A expectativa é que a atualização regulatória fortaleça o padrão de proteção do sistema financeiro brasileiro, alinhando-o a práticas internacionais de proteção de infraestrutura crítica e ampliando o nível de resiliência diante do aumento da sofisticação das ameaças digitais.
- Investidor por trás de exits bilionários lança Vitório, fintech B2B que quer transformar indústrias nos próprios bancos
Após mais de 16 anos construindo e investindo em operações que resultaram em seis exits e valuations acima de R$ 1 bilhão, Rafael Nakamoto deixa seu cargo estatutário pela B3 como CFO das empresas controladas, cargo que assumiu após vender a Neurotech para a bolsa brasileira por R$ 1,1 bilhão, para voltar à arena onde mais gera valor e lança a Vitório, fintech B2B que chega para redefinir o crédito privado e o financiamento entre indústrias e suas redes de distribuição. A empresa estreia em campo já blindada: R$ 25 milhões captados entre equity e funding dedicado a FIDCs, com a confiança direta de investidores profissionais e family offices que já estiveram juntos no passado e apostam no histórico de execução do fundador. A Vitório tem como objetivo transformar as indústrias nos bancos dos seus distribuidores, utilizando modelos de negócios escaláveis e produtos já validados anteriormente, aproveitando as recentes mudanças regulatórias, tecnologias emergentes e volume de capital disponível. Para isso, aplica os mais de 16 anos de experiência acumulada em cases de crédito, analytics e AI, como Conductor (atual Dock), Neurotech, Boa Vista e B3. A proposta parte de um diagnóstico conhecido por quem atua no setor industrial: em se tratando de B2B, a indústria funciona como banco informal do distribuidor, oferecendo prazos longos, assumindo custos financeiros e absorvendo risco de crédito, sem contrapartida de garantias ou estrutura financeira eficiente. “Em boa parte do setor industrial brasileiro, quem financia o crescimento não é o banco, é a própria indústria. Só que ela faz isso com pouca governança e estrutura e baixo retorno financeiro. A Vitório nasce para inverter essa equação”, afirma Rafael Nakamoto, fundador da fintech. “O Brasil tem mais de R$ 1,6 trilhão em dívida corporativa e um mercado de FIDCs que saltou de R$ 300 bilhões para R$ 800 bilhões em dois anos. Esse crescimento não veio por acaso, é resultado de um reposicionamento sistêmico, e a Vitório nasce para operar exatamente nesse ponto de ruptura,” afirma Nakamoto. Em sua avaliação, o crescimento dos FIDCs atravessa uma fase de “euforia”, dada a liquidez puxada pelo maior apetite por crédito privado, pelo momento de mercado e pelas recentes mudanças na regulação, mas deve sofrer ajustes ao longo de 2026-2027. “Em 1 a 2 anos os FIDCs vão produzir históricos maiores de retorno, passando por validações de modelo de negócios em escala, volatilidade da taxa de juros, eventuais ciclos econômicos de baixa e novas formas de garantias, como a duplicata escritural, resultando em um cenário de maior inadimplência do que o esperado”, ressalta. Nakamoto também vê um excesso de euforia em torno das duplicatas escriturais como garantia. Embora a regulação traga mais segurança, ele alerta que, no fim do dia, a duplicata inadimplente não tem garantidor como acontece nos recebíveis de cartão. Por isso, o risco permanece elevado: a análise de crédito continuará sendo crítica, especialmente para PMEs, um problema que nem os bureaus conseguiram resolver plenamente. Além disso, o executivo destaca que a adoção e o funcionamento pleno das duplicatas escriturais podem demorar. Ele compara com a interoperabilidade das registradoras de recebíveis de cartão, que entrou em vigor em 2021 mas só em 2024 passaram a operar sem grandes problemas, gerando prejuízos milionários no caminho. Trajetória de sucesso A Vitório marca a sétima empreitada da carreira de Nakamoto, que participou de movimentos que ajudaram a reorganizar teses de tecnologia, crédito e infraestrutura no país: Boa Vista (BVS): A Boa Vista Serviços nasceu em 2010 com a desmutualização do Bureau de Crédito da Associação Comercial de São Paulo. Foi a partir de um evento conduzido pela TMG Capital que passaram a deter o controle de gestão da empresa. Seus sócios da TMG e Nakamoto conduziram o negócio até um IPO de R$ 6 bilhões de market cap na B3. Neurotech : Em 2013, a TMG Capital adquiriu o controle da Neurotech, a primeira empresa de AI com uso de redes neurais e machine learning para o crédito no Brasil, fundada no Porto Digital, em Recife. Na época da aquisição, a empresa faturava menos de R$10 milhões por ano e, após aquisição, se tornou a maior plataforma de Data & Analytics da América Latina e foi vendida em 2023 para a B3 por R$1,1 bilhão. Conductor (atualmente Dock): A Conductor foi co-fundada pela TMG Capital com 70% de participação e posteriormente vendida por 81x o capital investido para a Riverwood, o que a posicionou entre as maiores empresas de banking as a service (BaaS) do mundo. Dentre os sócios-fundadores da Conductor está a família Josua, que mais tarde fundou a Pismo, vendida por U$1 bilhão para a VISA. Bacio di Latte: O investimento realizado em 2016 acompanhou uma expansão da rede, que saiu de menos de 10 lojas para quase 180 unidades próprias, incluindo entrada relevante nos EUA, levando a aproximadamente R$1 bilhão de receita anual. BIOMM: A empresa, até então dormente, com processos e patentes de produção de insulina, foi capitalizada em 2014 em uma rodada conduzida pelos sócios fundadores, BNDES, BDMG e TMG Capital. Hoje listada na B3, é uma plataforma de biossimilares com forte presença em insulinas e anticorpos monoclonais, além de ter planos de produzir o genérico do Ozempic. A companhia tem valor de mercado superior a R$1 bilhão de market cap. B3: Após vender a Neurotech para a B3, Rafael recebeu o convite para ser CFO das então controladas B3, onde fez a gestão de 8 empresas adquiridas com investimento superior a R$3 bilhões. Em especial, conduziu a consolidação dos negócios de Data & Analytics, resultando em um negócio com cerca de R$1 bilhão de receita, crescendo dois dígitos e passando a gerar caixa, incluindo o turnaround da Neoway, revertendo de uma operação deficitária em dezenas de milhões para uma empresa que gera caixa em menos de um ano. Durante este período na B3, Nakamoto também geriu cerca de R$1 bilhão em alocações de Venture Capital, com investimentos em mais de 80 startups e 4 fundos de Venture Capital, momento em que teve a visibilidade como Limited Partners de que muitos dos fundos de Private Equity e Venture Capital estão com um modelo inadequado para o Brasil, reduzindo a probabilidade de dar retorno para seus investidores. Estratégia sólida Em sua carreira, a estratégia foi marcada por investimentos diferentes do usual: poucos deals, posição de controle em estágio inicial, foco na geração de caixa, e muita execução, em um mercado em que a regra é fazer o oposto: muitos investimentos, posição minoritária e passiva e valuations “Unicórnio” com pressão para queimar caixa em troca de crescimento. “Por muito tempo eu e meus sócios pensávamos ter algum ponto cego por não saber como queimar nem R$10 milhões de caixa, enquanto os unicórnios queimavam de R$50 a R$200 milhões de caixa por ano. Com o tempo, esses unicórnios quebraram e nossos deals não só foram avaliados como unicórnios, mas foram vendidas por valuations de unicórnio”, conta. A disciplina de não sair do Playbook, somado ao fato de que em todos os negócios foram criadas vantagens competitivas, tornaram possíveis os exits dos negócios em patamares de valuation acima do mercado, sempre com múltiplos interessantes, mesmo em momento de crise ou ciclos negativos de mercado. “A maioria dos gestores de fundo que criou a bolha no mercado brasileiro em startups, momento em que os salários e queima de caixa explodiram pelo excesso de liquidez, não ficou para apagar a luz. Não conheço nenhum gestor desses fundos que teve que sentar na frente de um pai de família com filho no hospital e dizer que mesmo ele sendo um bom profissional, ele teria que ser desligado por conta de layoff. Eu tive e espero nunca mais ter que passar por isso”.














