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  • Stablecoins passam a representar cerca de 80% do mercado de criptoativos no Brasil e consolidam nova fase da economia digital

    As stablecoins consolidaram sua posição como o principal ativo digital utilizado no Brasil. Dados divulgados pela Receita Federal em julho revelam que essas criptomoedas de valor estável passaram a representar aproximadamente 80% de todo o volume de criptoativos declarado no país, confirmando uma transformação significativa no mercado brasileiro. O levantamento, baseado nas declarações oficiais de operações com criptoativos, evidencia o crescimento acelerado da adoção dessas moedas digitais por pessoas físicas e empresas. Segundo os dados oficiais, entre agosto de 2019 e dezembro de 2025 foram declarados R$ 1,58 trilhão em operações com os principais criptoativos negociados no Brasil. Desse montante, R$ 1,13 trilhão corresponderam exclusivamente às stablecoins, o equivalente a 71,7% de todo o mercado no período. Em 2019, esses ativos representavam apenas 3,5% do volume negociado. Em 2023, chegaram ao pico de 91,5% da movimentação mensal e, nos anos seguintes, estabilizaram sua participação entre 76% e 80%, mantendo ampla liderança entre os ativos digitais. O avanço também é observado na intensidade das operações. Entre 2019 e 2025 foram registradas 185,7 milhões de transações envolvendo stablecoins e outros criptoativos. O maior número de operações ocorreu em novembro de 2024, quando foram declaradas 18,2 milhões de movimentações. Já o recorde financeiro foi registrado em novembro de 2025, com R$ 39,7 bilhões movimentados em apenas um mês, evidenciando o amadurecimento do mercado brasileiro de ativos digitais. A liderança do segmento é concentrada principalmente na USDT (Tether), responsável por 88,7% de todo o volume financeiro movimentado em stablecoins no país. Em seguida aparecem a USDC, com participação de 7,1%, e a BRZ, stablecoin lastreada em real, com 3,4%. Na prática, quase nove em cada dez reais movimentados em stablecoins no Brasil utilizam a USDT como principal instrumento de liquidação. O crescimento também é corroborado por levantamento da Chainalysis, que identificou expansão superior a 200% nas transações com stablecoins realizadas no Brasil entre meados de 2023 e meados de 2024. O desempenho coloca o país entre os mercados mais relevantes do mundo na utilização desses ativos para pagamentos, remessas internacionais, comércio exterior e movimentação financeira baseada em tecnologia blockchain. Para Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, a estabilidade de preço é um dos principais fatores responsáveis pela popularização das stablecoins. Como esses ativos são lastreados, em sua maioria, em moedas fiduciárias como o dólar norte-americano ou o real, oferecem menor exposição à volatilidade típica de criptomoedas como Bitcoin e Ethereum. Além disso, proporcionam liquidação praticamente imediata, funcionamento ininterrupto das redes blockchain, redução de custos em transferências internacionais, maior previsibilidade financeira e facilidade para operações globais. "O crescimento das stablecoins demonstra que o mercado brasileiro está migrando para soluções que unem segurança, previsibilidade e eficiência operacional. Esses ativos deixaram de ser apenas instrumentos de investimento para assumir um papel relevante nos pagamentos internacionais, no comércio exterior e na transformação digital das finanças. À medida que a regulamentação evolui, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição entre os principais mercados globais de ativos digitais", afirma. Outro fator decisivo para a expansão desse mercado é sua capacidade de integrar o sistema financeiro tradicional à economia digital. Empresas utilizam stablecoins para pagamentos internacionais, liquidação de contratos e comércio exterior, enquanto consumidores encontram nesses ativos uma alternativa mais eficiente para enviar recursos ao exterior, realizar compras internacionais e acessar serviços financeiros digitais com menores custos operacionais. O crescimento acelerado também impulsionou mudanças importantes na regulamentação brasileira. A Receita Federal passou a adotar a DeCripto, alinhada ao padrão internacional da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ampliando as exigências de transparência e reporte das operações com criptoativos. Prestadores de serviços, inclusive empresas estrangeiras que atuam no Brasil, passaram a cumprir novas obrigações fiscais, enquanto Banco Central e Receita Federal intensificam os estudos sobre a evolução regulatória desse mercado. Ainda de acordo com Cleverson Pereira, a tendência é que a adoção continue avançando nos próximos anos, impulsionada pela digitalização dos serviços financeiros, pela busca por maior eficiência nas operações internacionais e pelo amadurecimento do ambiente regulatório. A expectativa é que empresas, instituições financeiras e consumidores ampliem gradativamente o uso das stablecoins em aplicações que vão desde pagamentos e remessas até tokenização de ativos e integração com soluções baseadas em blockchain. "As stablecoins deixaram de ser uma alternativa restrita ao mercado de criptoativos e passaram a ocupar um espaço estratégico na economia digital. À medida que a regulamentação avança e o mercado amadurece, a tendência é que esses ativos sejam cada vez mais incorporados às operações do dia a dia de empresas e consumidores, impulsionando inovação, eficiência e competitividade no sistema financeiro", conclui.

  • Mercado Pago lança cofrinho com rendimento de 140% do CDI exclusivo para compras no Mercado Livre

    O Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre, anuncia o lançamento do “Cofrinho do Mercado Livre” com rendimento equivalente a 140% do CDI*, para clientes usarem exclusivamente em compras na plataforma Mercado Livre. A novidade combina rendimento e planejamento em uma mesma experiência, permitindo que o consumidor reserve dinheiro com uma finalidade definida e faça o recurso trabalhar enquanto se organiza para realizar a compra. Com limite de R$ 2 mil para ter acesso ao rendimento equivalente a 140% do CDI, o novo cofrinho funciona como uma opção extra de pagamento no app do Mercado Livre no ato da escolha do meio de pagamento pelo cliente da plataforma. O usuário separa no cofrinho o valor que pretende destinar a uma compra futura e deixa o dinheiro rendendo o equivalente a 140% do CDI até o momento de utilizá-lo no Mercado Livre. Para aproveitar os rendimentos, basta o usuário utilizar o cofrinho que aparecerá entre as opções de pagamento ao final de sua compra. Caso o cliente decida usar o dinheiro de outra forma, poderá resgatar o saldo depositado a qualquer momento mas, neste caso, não terá os rendimentos acumulados. O “Cofrinho do Mercado Livre” parte de uma situação muito concreta: o cliente sabe o que quer comprar, mas pode precisar de tempo para se organizar. Também ajuda aqueles clientes que fazem compras recorrentes no app, como nas categorias de supermercado e beleza. “Em vez de deixar esse dinheiro parado, ele pode reservá-lo para uma finalidade específica e fazê-lo render mais até o momento da compra. Ao conectar essa jornada financeira à experiência do Mercado Livre, transformamos o planejamento em uma solução simples, conveniente e integrada ao dia a dia do consumidor”, comenta Ignacio Estivariz, vice-presidente do Mercado Pago. O lançamento ocorre em um momento de forte expansão do ecossistema. No segundo trimestre de 2026, o Mercado Pago registrou US$ 2,2 bilhões em receita líquida no Brasil, alta de 63% em um ano, enquanto sua base de usuários ativos mensais cresceu 38%. A integração e sinergia com o ecossistema Mercado Livre também se traduz em maior engajamento. Clientes que utilizam Mercado Pago e Mercado Livre movimentam, em média, 70% mais em volume bruto de mercadorias vendidas e quase 90% mais em volume total de pagamentos do que aqueles que usam apenas uma das plataformas. O lançamento está alinhado à estratégia de consolidação do Mercado Pago como um ecossistema de pagamento completo. Atualmente, a companhia atende mais de 88 milhões de usuários ativos mensais na América Latina, com soluções de pagamentos, crédito, investimentos, seguros e gestão de benefícios, entre outras*. No Brasil, a instituição mantém a liderança em NPS entre as principais instituições financeiras, com pontuação de 78, segundo o NPS Prism by Bain & Company. “Os resultados mostram a força da integração entre Mercado Pago e Mercado Livre. Essa sinergia nos coloca em uma posição privilegiada para entender as necessidades dos clientes e desenvolver soluções que gerem valor real para eles. O novo ‘Cofrinho do Mercado Livre’ é mais um exemplo de como essa combinação pode ser traduzida em benefícios concretos”, complementa Estivariz. Mercado Pago volta ao “Estrelas da Casa” com prêmio rendendo a 140% do CDI Para complementar a estratégia de lançamento, o Mercado Pago anuncia que está de volta ao reality show musical “Estrelas da Casa”, da TV Globo. A nova temporada estreia em 25 de agosto e, pelo terceiro ano consecutivo, contará com ativações especiais da marca, que segue investindo no entretenimento e na música para fortalecer a conexão com os brasileiros. Entre as novidades deste ano, o Mercado Pago vai realizar uma série de ações ao longo de toda a temporada. Além das ativações que serão realizadas durante o programa, o prêmio final terá um reforço especial: o valor total da premiação renderá o equivalente a 140% do CDI, em uma ação inspirada no “Cofrinho para suas Comprittas” do Mercado Pago. *Benefício especial equivalente a 140% do CDI, válido de 09/08/2026 a 31/12/2026. O usuário pode aportar no máximo até R$ 2.000,00 no “Cofrinho para suas Comprittas”, e todo o saldo acumulado, incluindo os rendimentos continua rendendo a 140% do CDI. Para ser elegível ao benefício especial, o saldo e benefícios deverão ser destinados ao pagamento de compras na plataforma Mercado Livre. Consulte as condições completas no app do Mercado Pago e em https://www.mercadopago.com.br/cofrinhos. *Os produtos de crédito e de investimentos ofertados através da plataforma do Mercado Pago são realizados em parceria com instituições autorizadas a operar nesses mercados, conforme publicado no site do Mercado Pago.

  • Empresas de tecnologia apostam em novas formas de organizar cobranças e ampliar opções de pagamento

    A transformação dos meios de pagamento começa a chegar também a uma das ferramentas mais tradicionais do financeiro das empresas: o boleto. A integração do documento com Pix, sistemas de gestão e APIs está criando uma nova dinâmica para as cobranças corporativas, na qual empresas podem automatizar a emissão enquanto seus clientes ganham mais liberdade para escolher como realizar o pagamento. A mudança acompanha uma necessidade crescente das empresas de conciliar duas demandas: facilitar a experiência de pagamento para o consumidor e reduzir processos manuais dentro do departamento financeiro. Nesse modelo, uma mesma cobrança pode disponibilizar boleto e Pix, permitindo que o pagador escolha a alternativa mais conveniente no momento da quitação. “O boleto continua tendo um papel importante nas operações de muitas empresas, mas a tecnologia permite transformar completamente a maneira como ele é utilizado. A tendência é que a cobrança deixe de ser pensada como um documento isolado e passe a fazer parte de uma infraestrutura integrada, na qual empresa, sistema financeiro e cliente estão conectados”, afirma Peterson Santos, CEO e cofundador da Trio, empresa especializada em tecnologia para pagamentos. Pix Boleto amplia alternativas para o cliente Uma das tecnologias que impulsionam esse movimento é o chamado Pix Boleto, que combina o tradicional código de barras com um QR Code para pagamento via Pix. Na prática, o cliente que recebe a cobrança pode decidir se prefere realizar o pagamento pelo boleto ou utilizar o Pix para fazer a liquidação de forma instantânea. Para Santos, oferecer diferentes possibilidades dentro da mesma cobrança também pode contribuir para reduzir obstáculos no momento do pagamento. “Quanto mais simples for a jornada, menor tende a ser a fricção para quem está pagando. O cliente não precisa ficar preso ao meio escolhido inicialmente pela empresa. Ele pode receber uma cobrança e decidir, no momento do pagamento, qual opção funciona melhor para ele”, explica. A liquidação instantânea pelo Pix também tem reflexos na gestão financeira. Ao receber os valores mais rapidamente, empresas conseguem atualizar a posição de caixa com maior agilidade e reduzir a dependência dos prazos tradicionais de compensação. Para operações com grande número de cobranças, essa diferença pode facilitar a conciliação e trazer maior visibilidade sobre os recursos efetivamente disponíveis. Além das vantagens operacionais, a modernização ganha um caráter de urgência. De acordo com as normativas do Banco Central, as instituições financeiras têm até o final do ano para estarem totalmente reguladas e adequadas às novas regras de padronização. Para as empresas, isso significa que contar com soluções tecnológicas que já cumprem esse prazo regulatório deixou de ser um diferencial e passou a ser fundamental para garantir o compliance e evitar interrupções nas operações de recebimento. APIs levam emissão de boletos para dentro dos sistemas das empresas Outra transformação ocorre nos bastidores. Em empresas com centenas ou milhares de cobranças, emitir documentos individualmente deixa de ser viável à medida que a operação cresce. Por isso, a integração via API vem ganhando espaço como alternativa para conectar diretamente os sistemas de gestão empresarial às plataformas financeiras. A Trio, por exemplo, passou a disponibilizar para seus clientes a emissão em massa de Pix Boleto por API. Dessa forma, o próprio ERP da empresa pode enviar as informações necessárias para a criação da cobrança. “Quando uma empresa cresce, o financeiro não pode depender de uma equipe executando manualmente cada nova cobrança. A infraestrutura precisa acompanhar a escala do negócio. A integração permite que uma venda ou contratação registrada no sistema da empresa dê origem automaticamente à cobrança, sem exigir uma nova etapa operacional”, afirma Santos. A tecnologia também permite personalizar parâmetros para diferentes clientes. Valores, datas de vencimento, juros e multas podem ser definidos a partir das informações já existentes no sistema da empresa. Em contratos recorrentes ou planos de longo prazo, também é possível gerar múltiplas cobranças com vencimentos futuros em uma única integração. Automação também chega à gestão dos atrasos A modernização das cobranças não termina no momento da emissão. No novo módulo desenvolvido pela Trio, é possível acompanhar o status das transações e identificar cobranças avulsas criadas, pagas ou vencidas, facilitando o controle sobre os recebimentos. Além disso, a ferramenta permite criar regras de juros e multas parametrizadas para pagamentos em atraso, que permanecem vinculadas à cobrança independentemente da modalidade escolhida pelo cliente para a quitação. Outro benefício é a utilização da opção de Link de Pagamento, que oferece mais segurança e flexibilidade, visto que os links direcionam o cliente para um checkout no qual ele pode escolher a forma de pagamento, entre Pix e boleto, e finalizar o processo direto na conta bancária que utiliza. A plataforma também permite utilizar identificadores próprios para relacionar cada transação aos registros do ERP da empresa. É justamente para garantir que as cobranças avulsas tenham esse mesmo nível de controle para a empresa e flexibilidade para o cliente que o novo módulo foi pensado. “A eficiência não está apenas em gerar milhares de cobranças rapidamente. O ganho acontece também nas cobranças avulsas, quando emissão, pagamento, identificação e conciliação fazem parte do mesmo fluxo. Isso reduz tarefas repetitivas e permite que a equipe financeira concentre seu tempo na análise da operação”, destaca Santos. A evolução das ferramentas também muda a maneira como as empresas podem enxergar seus processos de recebimento. Em vez de boleto e Pix funcionarem como soluções separadas, diferentes meios de pagamento passam a compor uma única estrutura. Assim, enquanto o novo módulo facilita as cobranças avulsas de forma independente, a plataforma também oferece a possibilidade de conexão aos sistemas internos da organização para as emissões em massa. Segundo Santos, essa integração tende a ganhar importância principalmente entre negócios que estão aumentando sua quantidade de clientes ou o volume de transações. “Uma operação pode começar com poucas cobranças e crescer rapidamente. Se a infraestrutura não estiver preparada, esse crescimento acaba sendo acompanhado por mais planilhas, mais processos manuais e mais pessoas realizando tarefas operacionais. A tecnologia permite seguir o caminho contrário: aumentar o volume sem multiplicar a complexidade na mesma proporção”, conclui.

  • Smartbrain se conecta diretamente à B3 e elimina etapa manual na consolidação de investimentos no Brasil

    A Smartbrain, empresa de tecnologia especializada em soluções de consolidação de investimentos, anunciou uma parceria estratégica com a B3 e passa a ser a primeira empresa no Brasil a se conectar diretamente à infraestrutura da bolsa para automatizar a captura de dados de renda fixa e variável na origem, eliminando processos manuais de backoffice e redefinindo o padrão de consolidação de investimentos para gestores, consultores e family offices. A integração conecta, de forma direta, os sistemas da Smartbrain, Advisor Pro e Enterprise, aos sistemas da B3, sem a criação de uma plataforma intermediária, permitindo o acesso automático a dados estruturados de investimentos. O movimento ataca um dos principais gargalos operacionais da indústria: a coleta e consolidação de dados. Atualmente, profissionais do mercado precisam recorrer a boletamento, upload de planilhas, múltiplas integrações via APIs e processos de conferência para reunir informações de seus clientes. Com a nova solução, essa etapa deixa de existir. Os dados passam a ser capturados automaticamente na origem, já estruturados e prontos para análise. A relevância da integração está diretamente ligada à abrangência da base da B3 no país. Isso posiciona a integração como uma das principais fontes estruturadas de dados do sistema financeiro nacional. Na prática, consultores, assessores, gestores, bancos, plataformas e family offices passam a consolidar, em um único ambiente, dados completos de posições, saldos, movimentações e preços de seus clientes, sem depender de processos manuais ou integrações fragmentadas. “Estamos eliminando uma etapa inteira da operação. A captura de dados deixa de ser um esforço de backoffice e passa a ser um processo automático, direto na fonte. Isso muda o modelo de trabalho de quem consolida carteiras, trazendo escala, eficiência e segurança”, afirma Henrique Garcia, CEO e sócio fundador da Smartbrain. “Ao nos conectarmos diretamente à infraestrutura da B3, passamos a acessar a principal fonte de dados do mercado financeiro brasileiro. Isso eleva o nível de confiabilidade das informações e posiciona a Smartbrain em uma camada estratégica da cadeia de valor, permitindo que nossos clientes operem com muito mais escala e precisão”, complementa o executivo. O impacto é direto na produtividade e na capacidade de crescimento das operações. Ao reduzir drasticamente o trabalho manual, a solução libera equipes para atividades estratégicas, como relacionamento com clientes, análise e expansão de negócios. Para operações que gerenciam dezenas, centenas ou milhares de carteiras, o ganho de escala é imediato. Ao se posicionar como a primeira empresa a realizar esse tipo de integração direta com a B3, a Smartbrain avança para uma camada crítica da cadeia de valor do mercado financeiro: a consolidação estruturada de dados na origem. O movimento reforça o papel da companhia como infraestrutura de inteligência para o setor. Vale lembrar que o compartilhamento das informações para a plataforma da Smartbrain só acontece mediante o consentimento do investidor na plataforma da B3.

  • Pluggy capta US$ 3,5 milhões para transformar softwares de gestão no novo canal de distribuição das instituições financeiras

    A Pluggy concluiu sua rodada Série A de US$ 3,5 milhões, liderada pela DGF, com novos aportes de Y Combinator e Brazil Venture Capital. A fintech vai usar os recursos para embarcar novos produtos e avançar rumo à interoperabilidade total do sistema financeiro brasileiro, criando uma ponte direta, nativa e segura entre a oferta dos bancos e a demanda das empresas por meio de qualquer interface. O total captado desde a fundação, em 2020, chega a aproximadamente US$ 6 milhões, um volume deliberadamente enxuto, sustentado pela rentabilidade da operação desde 2024. Hoje, dentro do ERP ou da plataforma de gestão financeira que a empresa já usa, a Pluggy permite consultar dados bancários e iniciar pagamentos. Agora, a companhia expande essa camada para mais modalidades de cobrança, de pagamento e de serviços financeiros embarcados, todas na mesma integração. “Historicamente, as instituições financeiras enfrentam alto custo e grande fricção para distribuir seus serviços no segmento empresas, seja por falta de dados para fazer a oferta correta, pela dificuldade de alcançar o cliente no momento exato da tomada de decisão ou por não prover uma experiência integrada no software em que seus clientes gerem suas finanças. A Pluggy resolve esses três problemas por meio de uma única integração”, defende Rogério Correa, CEO e cofundador da Pluggy. A captação ocorre em um momento de crescimento acelerado. A Pluggy deve encerrar o ano de 2026 com um faturamento de mais de R$ 25 milhões, superando a previsão de triplicar seu faturamento em relação ao ano anterior. Para 2027 a fintech projeta manter a taxa de crescimento investindo o capital levantado na expansão do seu ecossistema de finanças embarcadas. "O nosso foco com essa rodada é densidade. O capital não vai para ampliar a cobertura, mas sim para embarcar produtos financeiros cada vez mais sofisticados no ecossistema Pluggy. Nós já temos as plataformas de gestão conectadas, agora, trazemos as instituições financeiras para mais próximo dos clientes, distribuindo suas ofertas diretamente nos softwares que as empresas já utilizam diariamente", acrescenta Bruno Loiola, Chief Growth Officer e cofundador da Pluggy. Com quase meio milhão de CNPJs conectados e 500 clientes diretos, a Pluggy alcança mais de 10 milhões de empresas. Tendo as maiores plataformas de gestão financeira, contábil e BPOs como clientes, o objetivo agora é acelerar o movimento de embarcar mais produtos financeiros nas plataformas dos seus clientes. "Isso significa mais receita para as plataformas, para os bancos integrados e melhores ofertas para as empresas, todo o ecossistema ganha", conclui Rogério. A Pluggy atua como uma ITP (Iniciadora de Transação de Pagamento) autorizada pelo Banco Central desde junho de 2024, orquestrando a interoperabilidade do Open Finance. O diferencial tecnológico e comercial é o modelo de finanças embarcadas agnóstico. Diferente do Banking as a Service (BaaS) tradicional, no qual o sistema de gestão escolhe um único banco parceiro e o oculta em uma solução white-label, a malha da Pluggy devolve o poder de escolha ao cliente final. “Na prática, uma empresa utiliza o seu ERP para gerenciar a rotina financeira, mas tem total liberdade para escolher com qual instituição quer trabalhar. O banco mantém sua marca, suas políticas de crédito e seu relacionamento com o cliente, passando a operar de forma nativa e sem atrito dentro da interface não bancária”, define Rogério. “A evolução do sistema financeiro é a história de encurtar a distância entre quem oferece e quem precisa: da agência ao internet banking, do internet banking ao celular. Finanças embarcadas eliminam o trecho que sobrou. A oferta passa a existir no momento e no lugar em que a necessidade aparece, e desaparece o custo que os dois lados pagavam só para se encontrar. Esse caminho nunca andou para trás”, afirma Bruno. "A tese que nos convenceu é a da infraestrutura agnóstica e o grande valor já percebido pelos clientes. Enquanto grande parte do mercado foca em arranjos exclusivos, a Pluggy construiu uma via bidirecional onde o cliente preserva sua liberdade de escolha e as instituições financeiras ganham um canal direto e altamente eficiente de distribuição. Chamou nossa atenção também a eficiência de capital da empresa e a capacidade de escala demonstrada, características que buscamos ativamente nos negócios em que investimos", diz João Orem, sócio do DGF. A Pluggy se junta ao portfólio do novo fundo do DGF, que busca perpetuar a consistência de resultados positivos de seus fundos anteriores. Iniciado no primeiro trimestre de 2025, o DGF 8 captou mais de R$ 200 milhões e agora conta com sete companhias nessa safra de fundo. O gestor, que é focado no nicho de software B2B desde 2001, teve diversos sucessos acompanhando as diferentes gerações de software, como Mastersaf, RD Station, Reclame Aqui, Sólides e Tractian. Para apresentar as novas oportunidades de distribuição contextual e fortalecer o ecossistema aberto com o setor bancário, a Pluggy esteve com estande próprio no Febraban Tech, de 24 a 26 de agosto.

  • IA já decide quem recebe ou não crédito no Brasil

    Após captar R$ 120 milhões para seu Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) no início de 2026, a fintech CashU começa a colher os primeiros resultados da estratégia de crescimento baseada em inteligência artificial e crédito hiperpersonalizado para pequenas e médias empresas. Em menos de seis meses, a companhia ampliou sua atuação para mais de 1,3 mil organizações e mantém um índice de inadimplência de apenas 0,5%, desempenho que reforça a aposta da empresa em modelos avançados de análise de risco e concessão de crédito sob medida. A captação, uma das mais relevantes do segmento neste ano, teve como foco acelerar o desenvolvimento tecnológico da plataforma e ampliar a capacidade de oferecer soluções financeiras mais aderentes às necessidades de cada negócio. O desempenho ganha ainda mais relevância quando comparado ao cenário do crédito no país. Enquanto a CashU registra inadimplência de apenas 0,5%, a carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional vem apresentando trajetória oposta. Segundo dados do Banco Central, a taxa de inadimplência, considerada quando há atraso superior a 90 dias em pelo menos uma parcela, saiu do patamar de 4% e ultrapassou a marca de 5% nos últimos meses. O investimento em tecnologia proporcionado pelo mais recente aporte transforma também o perfil da empresa. De uma instituição de crédito, a corporação caminha para se configurar em uma plataforma de infraestrutura mais abrangente para concessão, monitoramento, funding e distribuição de crédito B2B, conforme explica o co-fundador e CEO da CashU, Thiago Saldanha. Até a obtenção do mais recente aporte, a CashU registrava uma média de R$ 500 milhões de créditos concedidos anualmente. Com infraestrutura mais robusta, essa média será superada. “Utilizamos tecnologia própria para realizar análises de crédito baseadas no comportamento do sacado na cadeia B2B. O sistema atua como um motor que cruza mais de 1,5 mil variáveis, via inteligência artificial, para encontrar um limite de crédito hiperpersonalizado, permitindo que a empresa opere com dinamicidade e em tempo real, sem a necessidade de processos manuais lentos”, sublinha o CEO. Outra expansão da plataforma está na integração com sistemas de gestão empresarial (ERPs), “tornando a solução nativa nos sistemas dos clientes”, segundo as palavras de Saldanha. “Além disso”, continua, “a empresa desenvolveu novas frentes de negócio, como o fornecimento apenas do motor tecnológico de crédito ou a estruturação de fundos para companhias maiores que não desejam antecipar recebíveis, mas buscam segurança e inteligência na concessão de crédito”. Apesar de uma atenção especial ao segmento de pequenas e médias empresas, a CashU atende também corporações de grande porte. São companhias das mais diversas atividades econômicas, como distribuição de alimentos, de material de construção, eletroeletrônicos, e empresas de venda direta, inclusive redes de franquia. Nesse setor, destaque para parceria com a Cacau Show. “A nossa tecnologia facilita a liberação de crédito para revendedores, via CPF”, pontua Saldanha. A CashU conta com a participação de grandes instituições financeiras. Na captação de R$ 120 milhões consolidada no início deste ano, entraram como cotistas do FDIC da CashU o BTG Asset Management e a Capitânia Investimentos, que se somaram a Itaú BBA e a Credit Saison. Outra parceria classificada como “estratégica” pelo CEO da CashU é com a Lighthouse, casa de investimentos com sede em Salvador (BA). “É uma parceria de quase dois anos. A Lighthouse foi a nossa primeira referência para a busca de apoio e orientação para a tese da CashU”, ressalta Saldanha. Segundo um dos sócios da Lighthouse, Alexandre Darzé, “a capacidade técnica do time e a qualidade da tese da CashU” foram determinantes para a decisão de se investir na fintech. Desde as primeiras conversas, relembra ele, “ficou claro que a empresa não estava apenas criando uma solução pontual de crédito, mas uma infraestrutura tecnológica para transformar a relação comercial entre fornecedores e compradores B2B”. A combinação entre tecnologia, crédito e distribuição, percebidas de imediato, sinalizava diferenciais na tese da startup. O sócio da Lighthouse acrescenta: “A CashU atua em um mercado grande, mas ainda pouco digitalizado. Então, existe uma assimetria clara: fornecedores querem vender mais, pequenos e médios compradores precisam de prazo, e os modelos tradicionais de crédito não conseguem atender bem essa relação. A CashU cria uma ponte entre esses dois lados, usando tecnologia para transformar dados comerciais em decisão de crédito”. Os indicadores até aqui, mais de 1,3 mil pequenas e médias empresas financiadas, totalizando quase 10 mil boletos, e a baixíssima inadimplência de 0,5%, mostram “capacidade de originação da fintech”, contudo um potencial ainda relevante. “A CashU combina crédito, supply chain finance [finanças de cadeia de suprimentos], embedded finance [integração de serviços financeiras em única plataforma] e inteligência artificial aplicada à análise de risco”, afirma o sócio da Lighthouse. Na avaliação de Darzé, há, no horizonte, possibilidades de novas captações pela CashU. “A empresa está em um momento natural de expansão de capital, porque o modelo exige funding para crescer. Ela já estruturou e vem utilizando FIDCs como parte central da estratégia de escala. Novas rodadas dependem da estratégia da companhia, do ritmo de crescimento e das condições de mercado. Mas, em negócios como a CashU, é natural que negócios desse modelo demandem capital adicional ao longo do tempo”.

  • IA transforma pagamentos em alavanca de conversão e receita

    A inteligência artificial está mudando o papel estratégico dos pagamentos nas empresas. Mais do que auxiliar no combate às fraudes, a tecnologia permite aumentar as taxas de aprovação, reduzir falsos positivos, otimizar custos e evitar que consumidores abandonem uma compra por dificuldades no checkout. Essa foi uma das principais conclusões do encontro promovido pela Nuvei, fintech global de meios de pagamentos, e pela DEUNA, plataforma de orquestração de pagamentos para o comércio eletrônico, na última quinta-feira, no Terraço Notiê by Priceless, em São Paulo. O evento reuniu clientes e lideranças do mercado para discutir como inteligência artificial, tecnologia e orquestração estão transformando os pagamentos. O painel “A inteligência por trás dos pagamentos” foi mediado por Leandro Isidório, Enterprise Sales da DEUNA, que conduziu as perguntas aos participantes Daniel Moretto, vice-presidente sênior da Nuvei América Latina; Matias Rodriguez, vice-presidente de Vendas e Gerente Geral da DEUNA; e Orestes Miraglia Neto, CEO da Domino’s Pizza Brasil. Durante o debate, os executivos destacaram que cada pagamento recusado indevidamente representa não apenas uma venda perdida, mas também um risco para o relacionamento entre o consumidor e a marca. Na percepção do cliente, a falha no pagamento costuma ser atribuída ao varejista, mesmo quando o bloqueio ocorre em outra etapa do ecossistema financeiro. Em ambientes altamente competitivos, a dificuldade para concluir uma transação pode levar o consumidor a migrar imediatamente para outro aplicativo, plataforma ou estabelecimento. “Por muito tempo, a inteligência artificial em pagamentos foi associada principalmente ao combate à fraude. Essa aplicação continua sendo fundamental, mas hoje a tecnologia também precisa ser considerada pelo impacto direto que exerce sobre a conversão. O desafio é proteger a operação sem bloquear bons consumidores. Em empresas que processam grandes volumes, uma melhora de apenas 1% na taxa de aprovação pode representar um resultado comercial muito significativo”, afirma Moretto. Segundo o executivo, os modelos de IA ajudam a acompanhar mudanças no comportamento do consumidor e a identificar, em poucos segundos, se determinada transação representa uma fraude ou uma compra legítima fora do padrão habitual. Para alcançar esse equilíbrio, entretanto, as empresas precisam testar continuamente fornecedores, comparar resultados e calibrar suas ferramentas com dados consistentes. Da regra fixa à decisão em tempo real Outro ponto discutido foi a evolução da orquestração de pagamentos. No modelo tradicional, as transações são direcionadas de acordo com regras previamente definidas, como país, moeda, bandeira ou valor da compra. Com a aplicação de inteligência artificial e machine learning, essa gestão passa a ser dinâmica: a tecnologia analisa diferentes variáveis em tempo real e escolhe a rota com maior probabilidade de aprovação, melhor custo e menor risco. “A orquestração dinâmica permite que a empresa deixe de depender exclusivamente de regras fixas e passe a tomar decisões com base no contexto de cada transação. Isso ajuda a encontrar, em tempo real, o melhor equilíbrio entre aprovação, custo e prevenção à fraude. Mas a tecnologia só consegue entregar bons resultados quando os dados estão limpos, organizados e padronizados”, explica Rodriguez. Para o executivo, a adoção da IA não precisa começar com uma transformação ampla de toda a operação. Projetos-piloto com objetivos claros podem ajudar as empresas a testar as soluções, mensurar o retorno sobre o investimento e ampliar gradualmente o uso da tecnologia. Pagamento também faz parte da experiência da marca Ao apresentar a perspectiva do varejo e do delivery, Orestes Miraglia Neto, CEO da Domino’s Pizza Brasil, ressaltou que velocidade, segurança e eficiência precisam caminhar juntas. Nesse setor, o tempo gasto para concluir o pagamento pode ser tão relevante quanto o tempo de preparação e entrega do pedido. “Para o consumidor, o pagamento não é uma etapa separada da compra: ele faz parte da experiência com a marca. Se a transação demora, é recusada indevidamente ou exige muitas tentativas, toda a jornada fica comprometida. O desafio é utilizar tecnologia para tornar esse processo mais rápido e seguro, sem criar barreiras para quem está tentando realizar uma compra legítima”, afirma Miraglia Neto. O executivo também destacou oportunidades de aplicação da IA no monitoramento das operações em tempo real, na identificação de falhas em plataformas parceiras, na conciliação financeira e na previsão de demanda. Associada a estratégias multiadquirentes e à adoção de TEF, a tecnologia pode ajudar a reduzir custos, simplificar processos e evitar perdas operacionais. A conclusão do encontro foi que a inteligência artificial pode gerar ganhos relevantes para o setor de pagamentos, mas não funciona de forma isolada. A qualidade e a padronização dos dados, a calibragem dos modelos e a realização de testes contínuos são condições essenciais para que a tecnologia consiga elevar a conversão sem aumentar a exposição a fraudes. Para as empresas, a principal mudança está em deixar de enxergar o pagamento apenas como uma etapa operacional ou financeira. Em um mercado no qual o consumidor pode trocar de marca em poucos segundos, a inteligência aplicada ao checkout passa a influenciar diretamente as vendas, a satisfação e a fidelização.

  • ID CTVM aposta em ecossistema digital integrado para conectar gestores, investidores e desenvolvedores

    A transformação digital tem levado empresas de diversos setores a substituir sistemas monolíticos por ecossistemas compostos por aplicações especializadas e integradas. No mercado de capitais, essa evolução ganha uma camada adicional de complexidade: uma única operação pode envolver gestores, administradores fiduciários, consultores, investidores, empresas parceiras e desenvolvedores, todos com necessidades distintas, mas dependentes da mesma infraestrutura tecnológica. À medida que a indústria de fundos se tornou mais sofisticada, cresceu também a demanda por soluções capazes de oferecer experiências personalizadas para cada perfil de usuário sem comprometer a consistência das informações e a integração dos processos. Nesse cenário, arquitetura tecnológica e interoperabilidade passaram a desempenhar um papel tão relevante quanto as próprias funcionalidades disponibilizadas pelas plataformas. Foi seguindo essa lógica que a ID CTVM desenvolveu um ecossistema digital baseado em ambientes especializados e conectados entre si. Em vez de concentrar toda a operação em um único sistema, a companhia estruturou diferentes plataformas para públicos específicos, compartilhando uma mesma base tecnológica e permitindo que dados e processos circulem de forma integrada. Arquitetura segmentada substitui plataformas generalistas A evolução do mercado financeiro modificou também as expectativas dos usuários em relação às ferramentas digitais. Gestores demandam acompanhamento operacional em tempo real, investidores buscam jornadas de cadastro mais simples, consultorias necessitam de maior visibilidade sobre suas operações e empresas de tecnologia precisam integrar seus próprios sistemas aos serviços financeiros por meio de APIs. Esse movimento acompanha uma tendência observada em diversos segmentos da economia. Estudos conduzidos pela Deloitte e pela PwC apontam que a personalização da experiência digital figura entre as principais prioridades das instituições financeiras, impulsionando o desenvolvimento de soluções específicas para diferentes perfis de usuários. Segundo Lidiane dos Santos, diretora da ID CTVM, compreender essas particularidades foi decisivo para o desenho da arquitetura tecnológica da empresa. "Percebemos que diferentes participantes do mercado enfrentavam desafios completamente distintos. Nossa estratégia foi desenvolver plataformas específicas para cada perfil de usuário, mantendo toda a operação integrada em uma única arquitetura tecnológica." APIs, onboarding digital e plataformas especializadas O ecossistema digital da ID CTVM reúne soluções voltadas para diferentes etapas da operação dos fundos de investimento. O Portal do Consultor centraliza o acompanhamento das operações para consultorias e gestoras. O Cadastro do Investidor digitaliza todo o processo de onboarding, reduzindo etapas burocráticas e acelerando a entrada de novos investidores. Já o Portal do Gestor concentra informações relacionadas ao passivo e ao acompanhamento operacional dos fundos. Para operações envolvendo fundos estruturados, o Portal IDSF automatiza o onboarding de cedentes, reduzindo processos manuais e aumentando a eficiência operacional. A estratégia inclui ainda o Portal do Desenvolvedor, criado para disponibilizar APIs e facilitar a integração entre sistemas de terceiros e os serviços da instituição, além do Portal Nota Comercial e do Portal de Cobranças, ambos voltados para digitalizar processos específicos da operação financeira. Embora atendam públicos diferentes, todas as plataformas compartilham a mesma infraestrutura tecnológica, permitindo integração de dados, sincronização das operações e eliminação de retrabalhos. "Não desenvolvemos plataformas isoladas. Estruturamos um ambiente integrado, em que cada usuário encontra exatamente as funcionalidades necessárias para sua rotina, mas com todas as informações conectadas dentro de uma mesma infraestrutura operacional", afirma Lidiane. Tecnologia passa a ser parte da infraestrutura financeira Mais do que digitalizar processos existentes, instituições financeiras passaram a utilizar tecnologia para redesenhar a forma como diferentes participantes interagem ao longo de toda a cadeia operacional. Ao combinar plataformas segmentadas, integração por APIs e compartilhamento de informações em uma arquitetura única, modelos como o desenvolvido pela ID CTVM buscam reduzir a complexidade operacional, acelerar processos e aumentar a eficiência da experiência dos usuários. Esse formato também oferece maior flexibilidade para incorporar novas funcionalidades, acompanhar mudanças regulatórias e responder com rapidez à evolução do mercado de capitais. Em uma indústria cada vez mais conectada, a infraestrutura tecnológica deixa de atuar apenas como suporte às operações e passa a exercer um papel estratégico na construção de um ecossistema financeiro mais integrado, escalável e preparado para os desafios da transformação digital.

  • Efeito Pix: consumidores exigem mesma rapidez do modelo nas transferências internacionais

    O sucesso do Pix transformou a forma como os brasileiros lidam com dinheiro. A mudança de comportamento tem impulsionado o desenvolvimento de novas soluções de pagamentos globais, baseadas em infraestrutura digital e stablecoins, capazes de reduzir tempo, custos e etapas intermediárias. Segundo Alec Howard, CEO e cofundador da Ruvo, startup de soluções financeiras globais, o objetivo é eliminar a diferença de experiência entre pagamentos nacionais e internacionais. Acostumados a transferências instantâneas, disponíveis 24 horas por dia, consumidores e empresas passaram a esperar a mesma agilidade quando movimentam recursos entre países. “Transferir dinheiro entre o Brasil e os Estados Unidos, por exemplo, deveria ser tão fácil quanto enviar um Pix. É isso que estamos buscando”, pontua Howard. A Ruvo utiliza uma infraestrutura que integra Pix, stablecoins, ACH, Wire e cartão Visa em uma única plataforma. Na prática, isso permite que usuários recebam recursos do exterior, movimentem dólares digitais e reais, realizem pagamentos internacionais e utilizem um cartão global sem depender da infraestrutura tradicional de transferências internacionais, que podem demorar dias. A velocidade é uma das principais mudanças percebidas pelos usuários: enquanto operações realizadas pela rede Swift podem levar vários dias úteis para serem liquidadas, a combinação entre redes blockchain e sistemas locais de pagamento reduz drasticamente esse prazo. “Hoje você já consegue mover dinheiro instantaneamente entre EUA e Brasil. Se utilizar RTP e Pix, o dinheiro chega em minutos. Isso representa uma mudança muito grande na experiência do usuário”, destaca Howard. Rapidez e menor custo redefinem as expectativas Além da rapidez, o comportamento do consumidor brasileiro também mudou em relação ao custo das operações. A popularização do Pix consolidou a percepção de que transferências financeiras devem ser simples, transparentes e gratuitas ou de baixo custo. “O brasileiro busca otimizar taxas. Depois que nos acostumamos a não pagar TED, ficou muito difícil explicar por que uma transferência internacional ainda custa caro ou demora dias para acontecer”, comenta Vinicius Marques, diretor de Produto da Ruvo. De acordo com Marques, esse novo perfil de consumidor tem pressionado fintechs a reverem tanto sua infraestrutura quanto a experiência oferecida ao cliente. “O público está aprendendo o que é uma conta global. Cada vez mais brasileiros recebem pagamentos do exterior, viajam mais e procuram soluções que reduzam custos sem aumentar a complexidade da operação”, diz. Mercado avança para uma plataforma financeira mais completa A expectativa criada pelo Pix também elevou o padrão de experiência digital esperado pelos usuários. Para Marques, não basta oferecer uma tecnologia mais rápida. É necessário tornar toda a jornada intuitiva, principalmente para consumidores que nunca utilizaram uma conta global. “Nossa maior prioridade hoje é o onboarding. Precisamos entender desde o primeiro momento qual é o objetivo daquele cliente para oferecer uma experiência adequada e tornar esse processo simples”, afirma. A evolução do mercado de contas globais aponta para uma ampliação da oferta de serviços financeiros. Entre os produtos previstos pela Ruvo estão investimentos em ativos denominados em dólar, soluções de hedge cambial e linhas de crédito internacionais voltadas tanto para pessoas físicas quanto para empresas. Para Howard, essa evolução acompanha uma mudança estrutural na relação dos brasileiros com moedas estrangeiras: segundo ele, o efeito provocado pelo Pix ultrapassou as fronteiras do sistema financeiro doméstico. “Queremos construir uma plataforma que permita aos brasileiros administrar sua vida financeira entre o Brasil e o resto do mundo de forma simples. Estamos desenvolvendo soluções específicas para brasileiros porque acreditamos que esse mercado possui necessidades que ainda não são atendidas pelas plataformas globais”, acrescenta.

  • Dock desenvolve 'Score Laranja' para antecipar sinais de risco e identificar contas suspeitas usando IA

    Identificar uma conta laranja antes que ela seja efetivamente usada para fins ilícitos é um dos desafios mais complexos de prevenção de fraudes no sistema financeiro. A Dock, em colaboração com a Databricks e Indicium AI, desenvolveu o "Score Laranja", modelo de inteligência artificial criado para identificar, com antecedência, padrões de comportamento associados a contas de maior risco e ampliar a janela de atuação das equipes de prevenção. A iniciativa será apresentada durante o Febraban Tech, evento do setor financeiro que acontece entre os dias 24 e 26 de agosto, em São Paulo. Testado em uma base de mais de 1,2 milhão de contas de pessoas físicas e jurídicas, o Score Laranja combina dados transacionais, IA, análise comportamental e redes de relacionamento. Ao todo, o modelo analisa 26 variáveis para atribuir a cada conta um nível relativo de risco. Em um dos casos avaliados, o Score Laranja sinalizou como suspeita uma conta 37 dias antes de a fraude ser registrada. O modelo foi desenvolvido com base na Databricks Data + AI Platform, que a Dock utiliza como base para suas iniciativas de dados e IA corporativa, desenvolvendo e implementando agentes de IA diretamente com a segurança e a governança necessárias para uma análise nessa escala. “Nosso objetivo não é afirmar que um modelo consegue prever uma fraude com certeza, mas aumentar a capacidade de identificar com antecedência contas que merecem uma investigação mais aprofundada. Quanto mais cedo identificamos sinais de comportamento de risco, maior é a janela de atuação das equipes de prevenção”, afirma Thiago Cunha, VP Trust Security & Financial Crime para a América Latina da Dock. O Score Laranja parte da premissa de que a identificação de uma conta suspeita não pode depender apenas da análise de documentos ou informações cadastrais. Uma conta pode ser aberta regularmente e, ainda assim, apresentar posteriormente um comportamento incompatível com o perfil esperado. Mapeamento de sinais de risco O modelo analisa características relacionadas à forma como os recursos circulam pela conta e às relações estabelecidas com terceiros. A abordagem considera aspectos como tempo de abertura da conta, velocidade de movimentação, permanência do dinheiro, características das transações e redes de relacionamento. O Score Laranja atribui uma pontuação a cada conta a partir da combinação das características analisadas. Nos testes realizados, as pontuações obtidas permitiram ordenar as contas de acordo com o nível de risco relativo e priorizar a análise daquelas que demandam maior atenção. Em um dos casos analisados, envolvendo uma conta PJ, a primeira movimentação via Pix ocorreu três dias após a abertura. No quarto dia, o Score Laranja já havia posicionado a conta em uma faixa de maior risco. A fraude foi registrada 37 dias depois. “A Dock está transformando sua experiência em infraestrutura financeira e dados transacionais em inteligência aplicada à prevenção de fraudes. Se a fraude opera em rede, o combate também precisa operar em rede”, afirma Cunha. "O Score Laranja mostra o valor da IA de forma concreta: em poucas semanas, com dados reais, demonstramos o potencial de antecipar sinais de risco e ampliar a janela de atuação das equipes de prevenção. É esse tipo de evidência que dá a uma empresa a segurança para levar a IA adiante", afirma Matheus Dellagnelo, CEO da Indicium AI para América Latina.

  • 23% dos bancos brasileiros veem a tokenização como estratégica, mas poucos estão prontos para implementá-la em 2026

    O sistema financeiro global está passando por uma transformação decisiva impulsionada pela tokenização de ativos, moedas digitais e Inteligência Artificial (IA) agêntica. No entanto, os bancos brasileiros, embora reconheçam a importância estratégica dessa mudança, estão atrasados na implementação prática. Um estudo do IBM Institute for Business Value revelou que, enquanto 23% dos executivos bancários no Brasil afirmam que a tokenização é central para sua direção estratégica, apenas 8% dizem que suas iniciativas já estão em operação ou prontas para serem lançadas em 2026. A média global é de 9%. O estudo, intitulado "2026 Global Outlook for Banking and Financial Markets", entrevistou 500 executivos dos setores bancário e de pagamentos em mais de 25 países, incluindo o Brasil. O relatório mostra que a tokenização está redefinindo a estratégia do setor, mas a maturidade desigual em IA e a dificuldade de modernizar sistemas legados estão ampliando a distância entre instituições líderes e retardatárias. “Liderança na economia tokenizada, combinada com jornadas de IA agêntica, está redefinindo prioridades no setor financeiro. As instituições que modernizarem suas plataformas e acelerarem a adoção de ativos digitais estarão mais bem posicionadas para liderar a próxima geração de serviços financeiros”, afirma Carlos Rivelle, Vice-Presidente da IBM Consulting para a América Latina. Tokenização no Brasil: Otimismo Estratégico vs. Desafios Práticos Os executivos brasileiros estão alinhados com a tendência global, mas apresentam diferenças importantes. A principal barreira para o crescimento da indústria de ativos digitais no Brasil, citada por 65% dos entrevistados locais, é a falta de interoperabilidade. Esse índice é superior à média global de 59% e representa o desafio mais significativo apontado pelos respondentes brasileiros. Outros destaques do estudo para o Brasil incluem: IA e Tokenização andam de mãos dadas: Os executivos no Brasil veem uma forte sinergia entre IA e tokenização. Para 58% deles (vs. 61% globalmente), a tokenização terá um impacto forte ou crítico na viabilização da interoperabilidade entre diferentes plataformas de IA. Além disso, 46% dos executivos (vs. 57% globalmente) acreditam que a IA agêntica impactará significativamente os canais programáveis de liquidação. O futuro do dinheiro: 38% dos executivos brasileiros acreditam que as Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs) poderão substituir os arranjos tradicionais de cartões, ligeiramente acima da média global de 35%. Por outro lado, 58% dos respondentes brasileiros esperam uma adoção forte ou transformacional de stablecoins por grandes corporações até 2030, um percentual muito acima da média global de 42%, o que pode reduzir as bases de depósitos e as receitas provenientes de taxas de transação dos bancos. Segurança quântica é essencial: A preocupação com segurança nesse novo cenário é extremamente elevada. No Brasil, 92% dos executivos (vs. 89% globalmente) concordam que a criptografia segura contra ameaças quânticas (quantum-safe) será crítica para a confiança e a escalabilidade dos ecossistemas tokenizados. O Paradoxo da Modernização Apesar da clareza sobre o futuro, a execução continua sendo o maior obstáculo. Globalmente, os executivos classificam a inadequação dos sistemas centrais legados (core systems) como a principal limitação para as iniciativas de tokenização. O estudo reforça descobertas anteriores da IBM que mostram que 94% dos projetos de modernização de core banking não cumprem seus prazos originais devido à complexidade técnica e a custos imprevistos. “O sistema financeiro está diante de uma encruzilhada. As instituições que conseguirem modernizar seus sistemas, integrar IA de forma estratégica e adotar a tokenização não apenas sobreviverão, como liderarão a próxima geração de serviços financeiros. Aquelas que adiarem essas decisões ficarão para trás, competindo em um mercado que já mudou”, conclui Rivelle.

  • Mercado Bitcoin moderniza plataforma de negociação cripto e operações ficam 300 vezes mais rápidas

    Do clique no botão de investir à execução da ordem, infraestruturas robustas sustentam a velocidade e a eficiência de todo o processo de bastidor no mundo dos investimentos. Nesse contexto, a latência, ou tempo de resposta do sistema, é determinante: quanto mais rápida, maior a liquidez (facilidade e velocidade para converter um bem ou ativo em dinheiro). No caso do mercado cripto, em que o valor de cada ativo pode mudar significativamente a cada minuto, ter um sistema mais ágil reduz as distorções de preços entre a ordem de compra e a compra de fato, o que é essencial para investidores profissionais e para o mercado institucional. Por isso, o MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, anuncia a evolução de sua infraestrutura tecnológica, com redução de 300 vezes na latência das operações. A iniciativa marca a maior reestruturação da base tecnológica da plataforma desde sua fundação, em 2013, e representa um salto relevante de desempenho. Com a implementação, o tempo médio de resposta cai de cerca de 300 milissegundos para cerca de 1 milissegundo, superando até mesmo o intervalo de um piscar de olhos. Segundo o Datafolha, o Brasil reúne uma base de investidores em cripto 2,5 vezes maior que a de ações, somando cerca de 25 milhões de pessoas, o que reforça a expansão do segmento e a relevância de estruturas tecnológicas mais robustas. “Essa transformação nasce de uma necessidade clara do mercado: clientes profissionais, institucionais e parceiros demandam cada vez mais velocidade, estabilidade e previsibilidade na execução de ordens. Ao modernizar nossa plataforma de trading, nosso livro de ofertas e nossa infraestrutura de execução, damos um salto relevante na experiência de negociação no Mercado Bitcoin e aproximamos ainda mais o mercado de ativos digitais brasileiro dos principais centros financeiros globais”, afirma Gustavo Figueiredo, VP de Tecnologia do MB | Mercado Bitcoin. Em mercados financeiros modernos, milissegundos fazem diferença, especialmente para traders profissionais e institucionais em cenários de alta volatilidade. Entre os efeitos de uma latência mais baixa, destacam-se a ampliação da capacidade de processamento de ordens, a melhora do desempenho em picos de negociação e a melhora de liquidez, garantindo operações mais próximas do valor desejado. “No fim, entendemos que esses benefícios trarão melhores resultados para os investidores, reduzindo custos de negociação, como a diferença entre preços de compra e venda (spread) e a variação de preço na execução das ordens (slippage)”, explica Figueiredo. A evolução da plataforma foi realizada em parceria com a Adaptive, empresa líder em tecnologia de trading e modernização de arquiteturas financeiras. “O mercado cripto sempre se destacou pela operação contínua, 24 horas por dia, sete dias por semana, atraindo cada vez mais investidores do varejo e players institucionais. Diante desse avanço, passamos a combinar essa disponibilidade com uma execução ultrarrápida, característica do DNA de inovação em nossa operação, elevando a experiência do investidor a um novo patamar”, complementa o VP de Tecnologia do Mercado Bitcoin. A evolução da plataforma responde a uma demanda crescente dos clientes por uma experiência de negociação mais eficiente, especialmente em um momento de amadurecimento do mercado e de avanço da regulamentação de ativos virtuais no Brasil. Com a expectativa de entrada de novos investidores institucionais e aumento do volume de operações, o Mercado Bitcoin antecipou investimentos em sua infraestrutura para oferecer mais desempenho, escalabilidade e eficiência aos usuários.

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